O poder econômico desfruta de um poder jamais mensurável no País, estando seus interesses acima de quaisquer outros que com ele se cruze. Tudo contribui em seu favor nas decisões ou pendengas que se travem na justiça e fora dela.
A legislação lhe é favorável na tradição de um congresso de maneira imperativa votando sob influência de competentes lobistas pagos regiamente pelo massacrante poder.
A classe média sucumbe sem forças diante dos leoninos contratos estabelecidos por bancos e seguradoras atrelados nos mesmos interesses à sombra do cartel pactuado em detrimento das classes em laboração para sustento de trustes.
O contrato em minúsculas letras ilegíveis como as bulas dos laboratórios – não melhor – são elaborados por mestres do direito na inclusão de um vazadouro legal em favor de banco ou seguradora, quase unilateral.
Nosso objetivo de hoje é alertar contra procedimentos hoje adotados na amplitude de operações das companhias de seguro, não oferecendo qualquer segurança ao proprietário de um bem segurado. E vale destacar o seguro de veículos.
Sei que o assunto rolou vários anos entre reuniões, adiadas, remarcadas, canceladas, sem solução digna a proteger o consumidor. Surgiu a SUSEP- Superintendência de Seguros Privados, órgão do Ministério da Fazenda, para garantir proteção.
No ramo vida, as companhias não mais fazem seguro de pessoas com mais de 70 anos. Muita coisa foi mudando para aumentar lucro e diminuir encargos. No caso do filão de ouro, o seguro de veículos, seu contratante pode sentir-se amparado depois do desembolso? Não! Absolutamente não.
Pagou caro a apólice sem prestar atenção ao engodo embutido no contrato de minúsculas letras que boa lupa não mostra.
Nunca imaginou que o pára-brisas de seu carro não fosse parte dele e teria que ser segurado em separado!
O item vidros não está incluso no rol de cobertura. Aquela pedrinha maldita da estrada que causou o sinistro – é assim que chamam os especialistas – é que deve ser a responsável pelo dano. Imagine você enrolado em perda total, roubo, incêndio em um seguro de R$ 15 mil, descontado vidro R$ 3 mil, franquia R$ 3 mil mais alguns achegos da seguradora, seu saldo a pagar não deverá ser grande. Dane-se você.
E a franquia? Bem, aqui é outro capítulo vergonhoso que a SUSEP deveria imediatamente monitorar e fiscalizar.
As entidades do governo encontram disposição para contrariar o poder econômico? E o PROCON tem coragem? Onde estão nossos legisladores?
Garcia Netto
Jornalista
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