Greve no Ministério do Trabalho deixa 150 pessoas sem atendimento por dia


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FECHADO - Com apenas três funcionários trabalhando, o Ministério do Trabalho está realizando somente serviços internos. Na foto, sem saber da greve, pessoas procuram o local para atendimento
FECHADO - Com apenas três funcionários trabalhando, o Ministério do Trabalho está realizando somente serviços internos. Na foto, sem saber da greve, pessoas procuram o local para atendimento

Por dia, 150 pessoas têm ficado sem atendimento no Ministério do Trabalho em Franca. Emissão de carteira de trabalho, seguro-desemprego, protocolos, requerimentos, registro de homologação de convenções coletivas e reuniões de negociações salariais são alguns dos serviços suspensos há uma semana por causa da greve dos servidores federais. A paralisação é um protesto pela implantação de planos de carreira e aumentos salariais. Dos nove funcionários que atuam na área administrativa atendendo à população, seis estão em greve.


O posto localizado na Estação está de portas fechadas. Há apenas um funcionário terceirizado prestando esclarecimentos na recepção e outros três servidores que não aderiram ao movimento atuando nos serviços considerados internos ou urgentes. “Estamos com plantões fiscais de orientação trabalhista e com as homologações de rescisões de contratos”, disse Jamil José Leonardi, gerente regional do Trabalho.


Quem procurou o local nestes dias de greve ficou revoltado com a paralisação. Na manhã de ontem, o auxiliar de produção, Gabriel Cardoso, foi até o local na expectativa de dar entrada em seu seguro-desemprego. Sem saber que a repartição estava em greve, voltou para casa sem ser atendido. “Estou precisando muito deste dinheiro. Agora como vou receber e pagar minhas contas?”, questionou Gabriel.


O auxiliar de produção foi orientado a procurar o PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador). O local tem auxiliado no atendimento de parte dos serviços prestados pelo Ministério do Trabalho como entrada no seguro-desemprego e nas emissões de carteira de trabalho. “O movimento dobrou. Estamos atendendo mais de 40 pedidos só de seguro-desemprego por dia. Já realizávamos este serviço, mas em dias normais a procura não chega a vinte pessoas”, disse Maurino Malta da Silva, supervisor do PAT.


Com a maior demanda, o prazo de espera para receber a primeira parcela do seguro-desemprego pode ser maior. “Atualmente ele é de trinta dias. Com a superlotação, teremos que fazer agendamentos, o que pode prolongar o tempo de espera pelo recebimento”, disse.


Esta não é a primeira vez que os funcionários do Ministério do Trabalho entram em greve. Em novembro do ano passado, os servidores cruzaram os braços e exigiram do governo federal a implantação imediata de um plano de carreira e a regulamentação da jornada com dois turnos de seis horas diárias. “O governo pediu para encerrar a greve e retomou as negociações em janeiro. Como de lá para cá não houve nenhuma atitude concreta, eles (os funcionários) resolveram retomar o movimento grevista”, disse Jamil.

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