MP denuncia professor à Justiça por estupro


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INVESTIGAÇÃO - A delegada Graciela Ambrosio presidiu o inquérito que apurou denúncias contra docente da rede estadual
INVESTIGAÇÃO - A delegada Graciela Ambrosio presidiu o inquérito que apurou denúncias contra docente da rede estadual

O Ministério Público de Franca denunciou à Justiça o professor LDS, 38, acusado de estuprar duas alunas de 11 anos dentro da escola onde ele lecionava e elas estudavam. Cabe agora ao juiz da 2ª Vara Criminal, Wagner Carvalho Lima, decidir se acolhe a denúncia e transforma o professor em réu no processo ou se arquiva o caso.


As acusações contra o docente surgiram em setembro de 2009 e foram feitas pelas próprias estudantes. Na ocasião, uma menina contou que o professor havia passado a mão em seu seio. Uma semana depois, encorajada pela denúncia da colega, outra criança afirmou ter praticado sexo oral no acusado. O fato teria ocorrido em três oportunidades e em salas vazias da escola. Na ocasião, as crianças estudavam no mesmo período e na mesma série, mas em classes diferentes.


A delegada Graciela de Lourdes Davi Ambrósio ouviu as duas vítimas e outras seis alunas da escola, colegas das garotinhas. Elas disseram ter visto o professor entrando nas salas vazias com as meninas. O acusado foi o último a prestar depoimento e negou todas as acusações. Em seguida, no fim de outubro, a policial relatou dois inquéritos à Promotoria, um para cada vítima.


Os dois promotores de Justiça que atuam na 2ª Vara Criminal de Franca, Claudemir Aparecido de Oliveira e José Lourenço Alves, receberam os procedimentos separadamente e tiveram reações distintas. O primeiro denunciou o caso ao juiz no início deste ano. Já José Lourenço devolveu o processo à delegacia para que fossem juntadas mais evidências e informações. O professor só foi denunciado pelos abusos cometidos contra a segunda vítima no fim da semana passada.


"Anexamos os documentos pedidos pelo promotor. Tivemos dificuldade para ouvir novamente uma das meninas, mas tudo foi feito dentro do prazo. Além disso, foi solicitada uma avaliação psicológica da garota que deve ser feita por uma equipe do próprio Fórum", revelou a delegada em fevereiro, quando encaminhou os documentos pela segunda vez ao promotor José Lourenço.


SEIS MESES
A última denúncia chega à Justiça quase seis meses após o inquérito ter sido relatado pela polícia ao Ministério Público. Na época, a delegada não viu necessidade de pedir a prisão preventiva do acusado, que segue em liberdade, mas já não leciona na rede estadual de ensino. Um mês antes da conclusão das investigações, a diretoria regional de ensino já havia afastado o professor de suas funções.


Ele era contratado em regime de ACT (Admitido em Caráter Temporário) pelo Estado e dava aulas de português.

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