"Resistência à vacina"


| Tempo de leitura: 2 min

A internet é um veículo poderoso de informação e conhecimento, mas também é um grande divulgadora de asneiras. No caso da vacina contra a Gripe Suína (ou Gripe A, H1N1), muita bobagem tem sido espalhada pela rede, mas muita verdade também. Vamos aos fatos: (1) A vacina contra o H1N1 contém Timerosal, conservante à base de mercúrio. O Timerosal já foi proibido há anos em vários países. No Brasil, a ANVISA proibiu a produção e comercialização do Merthiolate à base de Timerosal há um tempo atrás, baseada em pesquisas no exterior que indicavam a toxicidade do produto. Agora, o próprio Ministério da Saúde divulga nota dizendo que a concentração de Timerosal na vacina é mínima (0,01%) e que não apresenta perigo à população. Se o Merthiolate, com a mesma concentração de Timerosal (1:10.000) foi proibido por ser danoso em aplicação tópica (passar na pele), por que o mesmo produto não é perigoso para ser injetado nas pessoas? (2) O vírus H1N1 é da mesma cepa do da Gripe Espanhola, que matou 1/3 da população européia no início do século XX. Na Espanhola, a maior mortalidade se dava em adultos sadios, sendo poupados bebês e idosos. Descobriu-se, depois, que a causa da morte era uma doença auto-imune que atacava células pulmonares infectadas. Quanto mais sadio, com um sistema imunológico ativo, pior para indivíduo. O próprio sistema imunológico matava o infectado. Sendo do mesmo tipo (A) e da mesma cepa (H1N1) da Espanhola, como age a atual Suína? Até hoje não houve uma informação consistente sobre a causa mortis dos pacientes falando-se apenas em uma genérica 'deficiência respiratória aguda';(3) O Ministério da Saúde (leia-se Ministro Temporão) proibiu a comercialização do antiviral Tamiflu (Oseltamivir), único medicamento ativo contra o vírus H1N1, ano passado em plena pandemia, causando a morte de muitos que poderiam ter sido salvos. Que outros interesses teria o Ministro além do errôneo argumento de que provocaria resistência do vírus? Essas e outras perguntas inquietantes permanecerão sem respostas enquanto a população não se interessar diretamente por sua saúde, deixando de delegar a outros o destino de suas própria vidas.


Marco Antônio Fornaciari
Franca - SP

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários