O quarto de Alex Alves Barbosa, 25, revela seu gosto por eletrônicos. Quem chega ao cômodo se depara com uma bateria logo na entrada e, na mesa, encontra o computador, televisão, aparelho DVD, som e CDs, vários deles. Nos armários, ele guarda a máquina digital que sempre usa para fotografar aniversários e um conjunto de luzes para festas. Alex sonha ser DJ. “Estou tentando ser DJ. Tenho CDs, DVDs, luzes coloridas, fone de ouvido. Quero tocar nas festas porque ser DJ é muito bom e esse é meu maior sonho. Tenho um amigo, o Danilo, que é DJ e gosto muito”, disse ele, que tem mais esse desafio para vencer em sua vida. Alex tem síndrome de Down e recebe atendimentos na Apae de Franca desde os oito meses.
Alex sempre gostou de eletrônicos. Aprende a manuseá-los sozinho e adora. Enquanto a repórter entrevistava sua mãe, tratou de acionar o celular para filmar a conversa. No computador, costuma acessar a internet para consultar o Orkut, conversar no MSN e baixar jogos. “Gosto de futebol”.
O jovem será um dos mais de mil beneficiados com os recursos arrecadados durante o Leilão “União de Forças” em prol da Apae. Alex frequenta a entidade todos os dias. Têm aula das 7h30 às 11h30. Em alguns dias da semana, permanece à tarde na associação para participar do projeto de música - o Portal - e de treinos esportivos. “Gosto de jogar bola, basquete e vôlei. No Portal, toco instrumentos. Toco tambor e caixinha”. Alex costuma marcar presença nas apresentações feitas pela Apae em outras escolas, na praça matriz e em outras instituições. “Gosto das músicas. É muito bom”.
Nas salas da Apae, ele tem oportunidade de participar de oficinas de artesanato, de tapetes e de colares. “Gosto de fazer isso também”.
SUPERAÇÃO
Alex tem dois irmãos. É o segundo filho - único homem -da pespontadeira Luciene Alves Barbosa, 50. A gravidez foi tranquila. Luciene só descobriu que o filho tinha síndrome de Down quando ele estava com quatro meses. Numa consulta de rotina no posto de saúde, o pediatra percebeu ao observar alguns traços - mãos e olhos - que era portador da síndrome. A mãe teve resistência em levar o filho para ser atendimento na Apae, mas depois percebeu a importância da entidade. “Fui meio ignorante e custei a aceitar. Ninguém podia comentar o assunto que eu até chorava. Depois de um tempo, levei ele na Apae e aí vi crianças que eram bem piores e fui aceitando”
Aos oito meses, começou os atendimentos na instituição. Alex só andou aos dois anos e meio e começou a falar as primeiras palavras aos três. As sessões de fisioterapia e fonoaudiologia foram importantes para que se desenvolvesse. “Ele melhorou muito porque tinha o corpo todo molinho. Acho que se ele não tivesse ido à Apae às vezes nem andaria hoje”.
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