A CPI da Pedofilia foi criada no dia 25 de março de 2008 no Senado Federal. Inicialmente, o grupo de sete senadores iria apurar, no prazo de 120 dias, a utilização da internet na prática de crimes de "pedofilia", bem como a relação desses delitos com o crime organizado. Desde então teve o prazo final prorrogado por três vezes.
A comissão atua em parceria com a Polícia Federal e com o Ministério Público Federal e afirma já ter recebido mais de três mil denúncias. As três mais recentes ações da CPI foram também as de maior repercussão na imprensa: a descoberta de uma rede de pedofilia em Catanduva (SP); o do pedreiro Ademar de Jesus Silva, acusado de matar seis garotos em Luziânia (GO); e o do Monsenhor Luiz Marques Barbosa, da Paróquia São José, em Arapiraca (AL), acusado de abusar de jovens coroinhas. Todos resultaram na prisão dos acusados.
No primeiro, o borracheiro José Barra Nova de Melo (Zé da Pipa) e seu sobrinho Willian de Melo Souza foram condenados a mais de 25 anos de prisão por abusar sexualmente de crianças. As vítimas eram atraídas pelo borracheiro com promessas de que na casa dele elas ganhariam pipas e doces, poderiam ver filmes e jogar videogame. A condenação saiu em janeiro deste ano.
No segundo, o pedreiro Ademar Jesus da Silva foi preso no dia 18 de março e encontrado morto, no último domingo, na delegacia em que estava preso em Goiânia. Anteontem, o monsenhor Luiz Marques Barbosa, 82, foi preso logo após prestar depoimento à CPI. Ele é suspeito de cometer abuso sexual de adolescentes em Arapiraca (AL).
Entre as conquistas listadas pelos senadores também está a aprovação de alterações em leis que aumentaram as penas para crimes de pornografia infantil na internet, pedofilia, assédio sexual contra menores e estupro seguido de morte.
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