Certas coisas a gente não entende. A família de um preso recebe salário reclusão. Fica lá. Come, bebe, dorme, comanda o crime de dentro da cadeira. A meu ver, preso deveria trabalhar duro como qualquer trabalhador para sustentar a família que deixou aqui fora. O reverso existe e deixa a gente indignada. Uma meu conhecido se internou em uma clínica para tratar dependência química. Tem mulher e três filhos. Apesar do vício sem foi trabalhador, honesto e tem ficha limpa pois jamais cometeu qualquer delito. Há 3 meses esse homem resolveu, por livre e espontânea vontade se internar. Pediu ao patrão que o liberasse do emprego e se internou em um centro de recuperação francano. Em fevereiro recebeu a última parcela do seguro desemprego do qual a família estava vivendo. Teve, então, que pagar R$ 150 para conseguir um laudo com um psiquiatra para então poder se afastar e a família recebesse auxílio financeiro enquanto ele tenta sair do mundo das drogas. Semana passada foi fazer perícia e... simplesmente negaram o benefício. O pai de família teve que sair da clínica e procurar novo emprego para voltar a cuidar da família. Não entendo. A pessoa tenta se curar, voltar a ter uma vida normal e lhe negam benefício? Então, por que o presidiário que, na maioria das vezes, está na cadeia se preparando para ser um pouco pior (com raras exceções) e consegue o benefício? Há, sem dúvida, uma discrepância muito grande entre estes dois casos. Será que a família de um dependente químico tem menos importância que a família de um presidiário?
Ana Célia de Freitas
Franca - SP
Franca - SP
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