Na manhã de ontem, 24 presos da Cadeia Pública de Franca foram transferidos. Até segunda-feira, outros 126 devem ser levados do local para unidades prisionais nas cidades de Ribeirão Preto, Araraquara e Serra Azul. Os “bondes” têm como objetivo esvaziar a unidade do Jardim Guanabara. A estratégia partiu da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) devido à proximidade da inauguração do CDP (Centro de Detenção Provisória) - marcada para esta sexta-feira, dia 23.
As transferências foram agendadas para diversos dias e horários durante esta semana. A medida acaba com as especulações sobre a ida dos presos do Guanabara para o CDP de Franca. “Acredito que eles (o governo estadual) planejem trazer presos que já estejam acostumados ao sistema carcerário de outros CDPs do Estado”, disse o delegado Eduardo Lopes Bonfim, diretor da cadeia. Ele ainda não sabe informar, no entanto, como isso acontecerá e confirmou que uma reunião esta semana deve definir detalhes das transferências e ocupação do novo prédio.
O diretor geral do CDP de Franca, Valter Moreto, afirmou que, apesar das transferências previstas, alguns presos do Guanabara devem passar diretamente para a nova unidade. “Por questões de segurança, não seria possível transferir os 250 presos direto de um para o outro de uma vez”, disse Moreto.
Dos 252 detentos que se encontram abrigados hoje na Cadeia do Guanabara, apenas 27 permanecerão no local - 20 presos por não pagamento de pensão alimentícia e os sete da Apare (Associação de Proteção e Amparo ao Reeducando e ao Egresso). Todos os demais acabarão transferidos. O prédio deve passar por reformas para se transformar em carceragem feminina, segundo Valmir Granucci, responsável pelo Deinter 3.
PARA MULHERES
Depois de reformada, a cadeia oferecerá 150 vagas para mulheres e outras 66 serão reservadas para uma ala masculina que abrigará presos provisórios detidos em flagrante no período noturno e nos finais de semana, além de presos por falta de pagamento de pensão alimentícia, já que eles não são admitidos no CDP. Os detalhes sobre os custos e prazos da remodelação do prédio não foram divulgados.
Com o espaço, a Seccional de Franca pretende acabar com o problema da superlotação nas unidades que recebem mulheres na região. A única unidade prisional feminina está localizada em Batatais, tem capacidade para apenas 21 presas, mas hoje abriga 100 detentas. As cadeias de Altinópolis e Orlândia também recebem presas de Franca, mas provisoriamente.
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