Maio é aposta de empresas para explosão de vendas


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APOSTA - Mateus Xavier, diretor administrativo das Lojas Xavier, acredita que a venda de televisores pode quadruplicar com a Copa do Mundo
APOSTA - Mateus Xavier, diretor administrativo das Lojas Xavier, acredita que a venda de televisores pode quadruplicar com a Copa do Mundo

O Dia das Mães, a Copa do Mundo, o frio mais intenso, a 41ª Expoagro, os casamentos tradicionalmente realizados na época e a recuperação pós-crise econômica têm feito com que muitos empresários de Franca apostem pesado em um futuro breve: maio. Depois de um primeiro trimestre aquecido, pelo menos estes seis fatores indicam que o mês alcançará patamares ainda melhores de vendas em Franca. Içado pelo Dia das Mães, que transforma o mês no segundo Natal do setor comercial, o período promete ser de muito lucro para os comerciantes dos mais variados segmentos, de calçados a televisores.


Comparado ao Dia das Mães do ano passado, as duas entidades que representam o setor comercial da cidade - Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca) e CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) -, estimam aumento nas vendas de 5% a 10%. O que reforça as expectativas é o alto índice de empregos gerados nos primeiros três meses de 2010. Foram abertas 7.862 vagas na cidade, um recorde nos últimos dez anos. “A cidade vive a expansão de novas empresas e tem mais pessoas trabalhando. Mais emprego, mais dinheiro, mais compras”, resume Leandro de Almeida, gerente da Lapidin Jóias.


O Shopping do Calçado espera com ansiedade a chegada da Copa. Com produtos alusivos ao campeonato nas lojas, o superintendente Luciano Hannouche acredita que o fluxo de pessoas no centro de compras continuará em ascensão. “No primeiro trimestre já tivemos crescimento de 15% nas vendas. Em maio, esperamos acréscimo de 20%”. O shopping recebeu 15 mil clientes entre janeiro e março.


Matias Taveira, gerente de uma das lojas do Magazine Luiza - empresa que já comemora um aumento de 40% no volume de vendas no primeiro trimestre, percentual que a própria presidente do grupo, Luiza Helena Trajano, classificou de “estupendo” - aposta numa evolução ainda maior das vendas no próximo mês. “Maio é um período em que tradicionalmente as vendas aquecem porque temos o Dia das Mães e muitos casamentos, então vendemos muitos presentes. Neste ano, ainda esperamos aumento nas vendas de televisores LCD em decorrência da Copa do Mundo”.


Nas Lojas Xavier, a aposta em maio é grande. Otimista, o diretor administrativo da empresa, Mateus Xavier, tem projeção de vender 30% a mais em relação ao mesmo mês de 2009. “Estamos com muitos incentivos. Temos um bom estoque de produtos da linha branca e vamos mantê-los com o preço do IPI reduzido. Ainda estamos com uma campanha forte para a linha de imagem porque acreditamos que com a Copa a venda de televisores pode quadruplicar”.


No Torra Torra, loja popular no calçadão central, a expectativa é a de que as vendas dobrem no mês que vem em relação aos demais meses do ano. Na loja New House, que também vende confecções, a estimativa é de 10% de crescimento em relação a maio de 2009. “Estamos bem otimistas. Abril já está sendo muito bom. Como fez frio, as vendas melhoraram muito. Para maio, com os presentes das mães, temperaturas mais baixas ainda e a Expoagro, esperamos aumento. Os clientes querem comprar casacos, cachecóis e estar na moda para irem aos shows”, disse a sócia-proprietária Thalita Costa.


No setor de calçados, o cenário otimista se repete. Na Jô Calçados, o gerente Rogério Rodrigues comemora os 40% de aumento nas vendas no primeiro trimestre de 2010 em relação ao mesmo período de 2009, quando a cidade ainda sentia os reflexos da crise econômica do fim de 2008. “Todo mundo sentiu a crise. Acho que houve muita especulação sobre isso e os clientes ficaram mais retraídos. Neste ano, recebo os mesmos clientes, mas eles estão gastando mais. No ano passado, compravam produtos com menor valor agregado”. A loja vendeu 11 mil pares no primeiro trimestre do ano anterior, e 13 mil nos primeiros três meses de 2010. “Em maio, o ritmo deve continuar. O mês é nosso segundo dezembro e no setor de calçados pode até superar a época de Natal”, disse Rogério.


ANO PROMISSOR
O economista Antônio Santos Moraes Júnior, professor de economia brasileira no Uni-Facef, em Franca, acredita que o otimismo do setor comercial não é mero entusiasmo. “Acho que a expectativa não é passageira. Acho que não é só uma bolha, mas é um movimento com consistência. O índice de empregos está bom, existe uma recuperação em curso sim”. Segundo o especialista, a expectativa é de crescimento em torno de 5% da economia no País neste ano, o que favorecerá Franca. “Mantendo as expectativas será bom para o País inteiro e com certeza não tem nenhum fator que faça com que Franca tenha um diferencial. O baque que Franca sofreu com a crise, já assimilou, não há expectativa do câmbio modificar muito mais. Acredito em melhora contínua até o fim do ano”, disse.


Colaborou Tuane Silva

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