O tempo litúrgico da Páscoa nos recorda os primeiros momentos da vida da Igreja através das atitudes dos apóstolos e discípulos de Jesus. Igreja é missão e a presença do Cristo Ressuscitado impulsionou essa vocação.
Igreja está sempre a caminho, sempre avançando águas mais profundas para atingir muitos corações e a todos anunciar a vida plena do Ressuscitado, espalhando a Boa Nova da Salvação. No 3º Domingo da Páscoa as leituras são riquíssimas para a nova caminhada cristã. A primeira leitura é dos Atos dos Apóstolos, capítulo 5.
A situação da Igreja nascente era semelhante à de Cristo. Este tinha sido um homem incômodo para as autoridades judaicas e romanas. Para as judaicas, porque Jesus tinha vindo para aperfeiçoar a Lei, mas não era aceito. Para as romanas, porque estas, ao quererem dominar os povos, temiam qualquer tentativa de revolução.
Pilatos reconhecera que o reino de Jesus não oferecia perigo para a dominação de Roma e, por isso, tinha querido soltá-lo, mas o conchavo político com os chefes judaicos fez com que fraquejasse e, por fim, viesse a concordar com a morte de Jesus.
Os cristãos, da mesma forma que Jesus, estavam “criando problemas” para as autoridades judaicas com a pregação da novidade da doutrina de Jesus. Por isso eram ameaçados de prisão e morte.
Hoje também temos de ter coragem de ir contra costumes inaceitáveis, prejudiciais à dignidade do homem e da mulher e que constituem violações dos direitos da pessoa. A começar dentro de nossa casa.
A segunda leitura é do livro do Apocalípse, capítulo 5. O hino da criação, apresentado nesta leitura, revela que também as criaturas foram libertadas por Cristo da escravidão do pecado. Quando são usadas para o mal fogem da finalidade para a qual foram criadas. Só depois do sacrifício do Cordeiro os homens tiveram seu coração transformado e as usam para o bem. É por isso que todas as criaturas que estão no céu, na terra, debaixo da terra e no mar, e tudo o que neles existe dizem: Ao que está sentado no trono e ao Cordeiro, o louvor e a honra, a glória e o poder para sempre”. Que uso fazemos da natureza? Esforçamo-nos na medida de nossas possibilidades para respeitá-la e recuperá-la dos danos que lhe foram causados por nós e por gerações passadas?
No evangelho, capítulo 21, de São João, Jesus se aproximou, tomou o pão e distribui-o a eles. E fez a mesma coisa com o peixe. Com esta narrativa colocada como apêndice ao evangelho de João, conclui-se seu evangelho. Serve ela para introduzir a narrativa da missão de Pedro e dos demais apóstolos que iriam levar sua doutrina a toda a parte. Esta mesma passagem é colocada em parte pela comunidade de Lucas no capítulo 5, 1-11.
Não foi fácil para os apóstolos aprender que Jesus, uma vez ressuscitado, tinha inaugurado um novo tipo de presença, ficando mais perto deles agora do que antes, quando estava fisicamente entre eles.
Cristo ressuscitado vive agora com o Pai, mas não abandonou os seus discípulos. Continua presente, orienta-nos a vida e as atividades com sua Palavra.
Quando seguimos as orientações que decorrem de sua meditação, sempre alcançamos resultados extraordinários.
A CAMINHO DO AMANHÃ
As Irmãs Jesus, Maria, José, iniciam, dia 20, trabalho social para pessoas acima dos 40 anos de idade. Os cursos e oficinas privilegiam as seguintes áreas: “arte de viver”, “pintura em tela e tecido”, “cuidados com a memória”, “biodança”. Onde? No Coleginho, ao lado da Francana, à Rua Ouvidor Freire, 1356. Vamos cuidar do nosso viver de amanhã.
CONGRESSO EUCARÍSTICO NACIONAL
No ano em que comemora 50 anos, Brasília sediará o XVI Congresso Eucarístico Nacional, com o tema “Eucaristia, pão da unidade dos discípulos missionários”. O Congresso será realizado de 13 a 16 de maio de 2010.
PENSAMENTO
“A pessoa que é escolhida para viver mais tempo, naturalmente chega à idade madura”.
José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br
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