Entrou em vigor esta semana, cercado de muita expectativa, o novo Código de Ética Médica, buscando fazer com que o profissional da Medicina e seu cliente estejam mais próximos e confiantes um no outro. São várias as inovações ou renovações propostas, mas destacamos algumas que já valem por esse novo texto. Começando pela atenção, que nem todos eles dispensam ao paciente. Alguns, aliás, nem olham para a pessoa, principalmente se estão num posto de atendimento da saúde pública. Esquecem-se de que o remédio mais eficaz é a dose infalível de compreensão e de carinho com a pessoa que já está debilitada e carente. Outra coisa são as tais receitas inelegíveis até para os farmacêuticos: agora vão ter que deixar de firulas e escrever direito. Mais uma ótima medida é a obrigatoriedade da existência de plantão de todas as especialidades. Como é que uma gestante, por exemplo, pode ser bem atendida por um ortopedista — ou vice-versa — que esteja no plantão? Para alguns médicos cientes do juramento feito e por verdadeiro amor ao que fazem, nem seria preciso haver essas alterações no Código de Ética da Medicina. Porém, para tantos outros que, pelo simples fato de terem o diploma na parede e de estarem com a roupa branca, se julgam seres superiores, não deixa de ser um bom puxão de orelhas oficial. Vamos esperar que realmente funcione.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.