Inquérito do caso ‘padre Dé’ chega à promotoria pública


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A acusação de pedofilia contra o padre José Afonso Dé chegou ontem ao Ministério Público de Franca, mas ainda não há um promotor de Justiça designado para o caso. O inquérito em que o religioso é indiciado pelo estupro de quatro jovens com idades entre 12 e 17 anos foi protocolado pela delegada Graciela de Lourdes David Ambrósio da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) na manhã de sexta-feira no Fórum "Alberto de Azevedo".


No cartório distribuidor do MP, a informação é de que o responsável pela análise da denúncia deve ser escolhido na manhã da próxima segunda-feira. "Há aqui um trâmite normal que leva pelo menos 24 horas entre a entrada e o encaminhamento a um dos promotores", explicou um dos funcionários do cartório.


De fato, o inquérito foi concluído na última segunda-feira depois de padre Dé ser ouvido pela polícia. Foram oito horas de depoimento. Ao final a delegada indiciou o vigário por estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude (quando a vítima não é vencida por violência ou ameaça, como no estupro, mas enganada).


Padre Dé foi acusado de pedofilia por quatro meninos no dia 24 de março. Segundo as vítimas, os abusos aconteciam sempre às quintas-feiras após a missa das 15 horas. Os jovens eram convidados para um café da tarde na casa de padre Dé e lá, sempre segundo os relatos dos jovens, o vigário apalpava suas pernas e órgãos genitais.

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