Depois de sucessivos furtos nas igrejas católicas de Franca e região, o bispo diocesano Dom Pedro Luiz Stringhini quer mudar a rotina dos templos. A intenção é deixar os espaços cada vez mais abertos e com a participação maciça dos fiéis. Segundo defende o religioso, quanto maior for a presença da população nas igrejas, mais difícil será a ação dos vândalos.
Somente de janeiro a abril deste ano, levantamento informal do GCN Comunicação contabiliza pelo menos seis igrejas alvos de ladrões em Franca.
Para Dom Pedro Luiz, é necessário o empenho de toda a comunidade no intuito de cessar as ocorrências. Mais que investimentos em segurança, com colocação de câmeras de circuito interno e alarme, o bispo aposta na transformação das igrejas em equipamentos sociais com maior envolvimento de pessoas em atividades pastorais, cursos, oficinas e reuniões de interesse comum. "Fico surpreso de modo negativo com essas notícias. A comunidade se mobiliza para construir os salões e as igrejas. Existe um esforço que não pode ser desmerecido. As igrejas precisam ser usadas e não ficar fechadas".
Outro apelo feito por Stringhini é em relação ao reforço de policiamento próximo das igrejas e a revisão da iluminação pública. "Precisamos estar atentos às cercanias das igrejas. Faço um apelo aos órgãos municipais, peço o apoio da Polícia Militar".
Entre as propostas que serão apresentadas pelo bispo aos padres estão a realização de cursos como de informática e alfabetização de adultos, reuniões comunitárias, grupos de oração, estudos bíblicos, momentos devocionais e terços, inclusive no período noturno. O bispo também apresentará sugestões para a mudança de horários de funcionamento das igrejas.
"As igrejas e capelas precisam investir em segurança, trancar portas, instalar câmeras, muros e grades. São equipamentos que fazem parte dos dias de hoje, mas não podemos exagerar nesse cuidado. Temos que fazer laços de fraternidade, pois promovendo encontros, a gente diminui os desencontros", disse Dom Pedro Luiz.
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