Então passam-se trezentos e sessenta e cinco dias e pronto:
vamos fazer a ridícula contagem regressiva para o fim de um ciclo e o início de um outro, com novas promessas de saúde, paz,
prosperidade etc. E lá vem fogos, comilança, champanhes
espocando, bebidas destiladas, roupas brancas (que é para todos ficarem estupidamente parecidos pelo menos exteriormente), abraços e beijos formais. No dia seguinte ninguém deseja nada mais a ninguém, danem-se a saúde, a paz, a prosperidade.
Felicidade? Cada um que procure a sua. Fica-se com a idéia de que outro ano traz dias novos. Tremenda estupidez: cada novo dia é um dia a mais de velhice para cada um de nós.
vamos fazer a ridícula contagem regressiva para o fim de um ciclo e o início de um outro, com novas promessas de saúde, paz,
prosperidade etc. E lá vem fogos, comilança, champanhes
espocando, bebidas destiladas, roupas brancas (que é para todos ficarem estupidamente parecidos pelo menos exteriormente), abraços e beijos formais. No dia seguinte ninguém deseja nada mais a ninguém, danem-se a saúde, a paz, a prosperidade.
Felicidade? Cada um que procure a sua. Fica-se com a idéia de que outro ano traz dias novos. Tremenda estupidez: cada novo dia é um dia a mais de velhice para cada um de nós.
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Hélio França é engenheiro e escritor |
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