Fôlego na indústria faz disparar empregos


| Tempo de leitura: 2 min
BOA FASE - Funcionária trabalha na produção de calçado em fábrica de Franca. No último trimestre, quase 90% das contratações aconteceram na indústria de transformação
BOA FASE - Funcionária trabalha na produção de calçado em fábrica de Franca. No último trimestre, quase 90% das contratações aconteceram na indústria de transformação

A geração de empregos em Franca quase dobrou neste primeiro trimestre de 2010, alcançando o seu melhor desempenho dos últimos dez anos. Dados divulgados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostram que o saldo acumulado até março somou 7862 novos postos de trabalho contra as 4270 vagas geradas no mesmo período do ano passado.


O recorde de empregos em 2010 é atribuído principalmente à recuperação do setor calçadista da cidade. Não há números específicos sobre as contratações para o calçado, mas, sozinha, a indústria de transformação ficou responsável por quase 90% dos empregos criados no período. “O mercado interno está aquecido com a entrada de menos sapatos da China. Estamos recuperando as exportações e houve aumento do poder aquisitivo. Tudo isso ajuda na recuperação dos empregos”, disse o presidente do Sindifranca, José Carlos Brigagão do Couto.


Somente no último mês, foram 2937 empregos criados, o que corresponde a 37% do total gerado no trimestre. Em comparação com as 22 maiores cidades do Estado de São Paulo (com mais de 300 mil habitantes), Franca ficou atrás somente da capital paulista. Cidades como Ribeirão Preto e São José do Rio Preto ficaram com saldos bem abaixo: 1375 e 928 empregos, respectivamente.


Para Cláudio Matos, do departamento financeiro da indústria de calçados Albanese, o ano já começou aquecido. Com uma produção diária de 1,1 mil pares, Matos disse que, de janeiro a março, a empresa recontratou todos os funcionários dispensados no final de 2008 e fez novas admissões. “Estamos com cem funcionários e continuamos contratando, pois os pedidos no mercado interno e externo se mantêm constante”.


No Sindicato dos Sapateiros, a boa fase da cidade pode ser sentida no painel de empregos do órgão. O quadro, antes vazio, agora vive lotado, segundo o presidente Sebastião Ronaldo de Oliveira. Para algumas funções como cortador e molineiro, há falta de mão-de-obra. “Os números do Caged procedem. As empresas estão dobrando a produção e fazendo hora extra, com isso surgem novos empregos e o trabalhador passa a ser valorizado” .

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários