Uma reestruturação total para tentar espantar a crise que ronda a Francana. É com essa linha de pensamento que está trabalhando o conselho deliberativo do clube, que cogita até transformar a Veterana em um clube empresa, caso verifique que esse será o melhor caminho para a sobrevivência sadia da agremiação, que caminha para os 100 anos (a serem completados em 2012).
O presidente do conselho Fahim Youssef Issa Neto explicou ontem que um estudo jurídico começou no final de setembro de 2009 e o objetivo disso é encontrar uma saída para modernizar o estatuto do clube. “Precisamos criar uma gestão, para criar receita e aí pagar essas dívidas que temos. Tomando cuidado para não perder o patrimônio”, disse ontem, por telefone.
Neto explicou que dentre as mudanças estudadas está a alteração da data da eleição para a diretoria executiva (atualmente em novembro). Ele enfatizou que essa mudança não estaria relacionada ao fato de o time ter sido desclassificado do Paulista da Série A-3.
O presidente do conselho deliberativo contatou outros cinco clubes para conhecer o estatuto deles e também saber como eles são administrados. “São clubes que saíram de dívidas, caíram para a quarta divisão, criaram outros nomes. São clubes que tinham patrimônio e dispuseram dele para pagar dívidas, começaram do zero”, detalhou, sem dar nomes.
E para realizar um trabalho complexo como esse, há um grupo de pessoas debruçando-se sobre as avaliações. Advogados membros com conselho deliberativo, o setor jurídico da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) e parceiros integrantes de outros clubes, que forneceram informações e os próprios estatutos.
O que Neto defende é mesclar diferentes experiências. “Estamos pegando várias ideias e tentando errar o mínimo possível. Agora não temos mais chance para erro. Temos um patrimônio que estamos perdendo por conta de más gestões passadas.” O clube tem uma dívida estimada em 2008 de R$ 4,5 milhões.
A condução da proposta de reestruturação do estatuto da Francana está com cerca de 70% realizada. A intenção do presidente do conselho deliberativo é que tudo seja concluído em 30 dias. Após esse prazo haverá uma consulta em assembleia geral dos associados do clube.
Apesar de adiantar pouco do conteúdo desse estudo, Fahim Neto disse que a venda do patrimônio ou a transformação em clube empresa são opções que serão colocadas para votação. “Pode se dizer que sim (virar um clube empresa), mas temos ainda um longo caminho a percorrer. São nuances que vamos acatar (sobre necessidade de vender o patrimônio). Não vou adiantar algo agora porque não está tudo finalizado. De qualquer jeito vai ser preciso ter uma coesão entre todos os membros do clube.”
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