Você já parou um pouquinho para pensar como é bom andar à toa? É isso mesmo, andar à toa, sem nada para fazer de sério, sem compromissos com aquelas responsabilidades do dia-a-dia. Andar de bobeira e ficar relembrando os velhos tempos? Tempos antigos tempos recentes.
Gosto muito disso, de vagar à toa pela cidade em busca de grandes recordações, novas descobertas, outras análises. E do que mais gosto nestas andanças é relacionar as casas aos seus moradores. Já notou como as moradias na maioria das vezes lembram os seus moradores? Parece que a pessoa está sempre em sua janela. A casa da professora, do médico, do dentista, do motorista, da moça bonita onde se faz serenata, da velha mal-humorada de quem a criançada tem medo. A casa paroquial. E a igreja onde um dia todo mundo entra para conversar um pouco com Deus. Existem também as favelas, os cortiços, as pontes e viadutos, onde sobrevivem pessoas que nada têm de seu. Salve-nos a arte, como cantou Noel Rosa ou como cantam Zeca Pagodinho, Gabriel, o Pensador, o saudoso Bezerra da Silva, tantos outros. É um jeito de descobrir beleza onde pra valer não existe.
É bom andar à toa. É bom rever a cidade onde a gente nasceu. É bom escrever sobre nossa terra, rever os amigos, o cantinho da amargura, o da igreja, o dos “amassos”, a praçinha central e as noites de luar e violão, a pinga no coco e as grandes serenatas. O vinho roubado de algum tio descuidado. O tempo encantado que já vai longe e que de vez em quando brota latente dentro de um coração sonhador, dentro da casa misteriosa chamada vida. Nossa cidade, minha casa, sua casa, nossa vida.
Gosto muito disso, de vagar à toa pela cidade em busca de grandes recordações, novas descobertas, outras análises. E do que mais gosto nestas andanças é relacionar as casas aos seus moradores. Já notou como as moradias na maioria das vezes lembram os seus moradores? Parece que a pessoa está sempre em sua janela. A casa da professora, do médico, do dentista, do motorista, da moça bonita onde se faz serenata, da velha mal-humorada de quem a criançada tem medo. A casa paroquial. E a igreja onde um dia todo mundo entra para conversar um pouco com Deus. Existem também as favelas, os cortiços, as pontes e viadutos, onde sobrevivem pessoas que nada têm de seu. Salve-nos a arte, como cantou Noel Rosa ou como cantam Zeca Pagodinho, Gabriel, o Pensador, o saudoso Bezerra da Silva, tantos outros. É um jeito de descobrir beleza onde pra valer não existe.
É bom andar à toa. É bom rever a cidade onde a gente nasceu. É bom escrever sobre nossa terra, rever os amigos, o cantinho da amargura, o da igreja, o dos “amassos”, a praçinha central e as noites de luar e violão, a pinga no coco e as grandes serenatas. O vinho roubado de algum tio descuidado. O tempo encantado que já vai longe e que de vez em quando brota latente dentro de um coração sonhador, dentro da casa misteriosa chamada vida. Nossa cidade, minha casa, sua casa, nossa vida.
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Paulo Maestri Professor |
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