Cheguei a viver uma época em que mulher de família e boa reputação não vestia calça comprida, não andava de táxi e não passava pela Praça Barão.
Calça comprida era para prostituta. Mulher distinta vestia saia , blusa e mais um monte de pano que dissimulava as suas formas e escondia suas seduções.
Táxi, ou melhor, carro-de-praça também era para as meretrizes. Geralmente, elas sentavam-se no banco de trás e, com seus lábios e faces bem pintados (preferencialmente de vermelho), ficavam olhando e rindo sem parar para tudo e para todos.
A Praça Barão da Franca era outro lugar proibido para as mulheres de boa formação e sólidos princípios morais. A Praça Barão pertencia aos homens, homens cheios de cobiça e olhares antropofágicos. Mulher que se prezasse nem sequer passava pela Praça. Se o fizesse, ficava “falada.” Só as raparigas ousavam frequentá-la e, assim mesmo, não se sentiam tão à vontade.
Nos campos de Futebol , não havia lugar para mulheres decentes.. Certa vez, no Estádio Coronel Nhô Chico, entraram duas “mocinhas alegres e de vida fácil”, com os rostos bem pintados e um rebolado provocante. A galera levantou-se, assanhou-se e deixou de lado o jogo de futebol para prestar inteira atenção em outro jogo, isto é, no jogo das cadeiras das meninas. Foi uma festa ! Uivos, mãos-bobas, assobios e as “biscatinhas” tornaram-se alvo da atenção da torcida e motivo de preocupação da polícia.
Fumar em público, jamais! Fumo..., só às escondidas.
Penso que os últimos 50 anos de nossa História foram inteiramente voltados para as mulheres, para seu conforto e liberdade. Aboliram-se o fogão de lenha, o banho de bacia, o ferro de brasa, a banha de porco, o tanque de lavar, a camisa engomada, o marido tirano que trancava a mulher em casa antes de sair para os seus passeios, o pai desalmado que expulsava do lar sagrado a filha rebelde à leve suspeita de uma inocente “transa”. Em 50 anos a vida das mulheres transformou-se radicalmente a ponto de serem obrigadas, inclusive, a pagar pensão alimentícia.
A Amélia de Ataulfo morreu há muito tempo. Mas, convenhamos, meu caro leitor, as mulheres de hoje são muito mais instigantes, arrogantes e atraentes.
Calça comprida era para prostituta. Mulher distinta vestia saia , blusa e mais um monte de pano que dissimulava as suas formas e escondia suas seduções.
Táxi, ou melhor, carro-de-praça também era para as meretrizes. Geralmente, elas sentavam-se no banco de trás e, com seus lábios e faces bem pintados (preferencialmente de vermelho), ficavam olhando e rindo sem parar para tudo e para todos.
A Praça Barão da Franca era outro lugar proibido para as mulheres de boa formação e sólidos princípios morais. A Praça Barão pertencia aos homens, homens cheios de cobiça e olhares antropofágicos. Mulher que se prezasse nem sequer passava pela Praça. Se o fizesse, ficava “falada.” Só as raparigas ousavam frequentá-la e, assim mesmo, não se sentiam tão à vontade.
Nos campos de Futebol , não havia lugar para mulheres decentes.. Certa vez, no Estádio Coronel Nhô Chico, entraram duas “mocinhas alegres e de vida fácil”, com os rostos bem pintados e um rebolado provocante. A galera levantou-se, assanhou-se e deixou de lado o jogo de futebol para prestar inteira atenção em outro jogo, isto é, no jogo das cadeiras das meninas. Foi uma festa ! Uivos, mãos-bobas, assobios e as “biscatinhas” tornaram-se alvo da atenção da torcida e motivo de preocupação da polícia.
Fumar em público, jamais! Fumo..., só às escondidas.
Penso que os últimos 50 anos de nossa História foram inteiramente voltados para as mulheres, para seu conforto e liberdade. Aboliram-se o fogão de lenha, o banho de bacia, o ferro de brasa, a banha de porco, o tanque de lavar, a camisa engomada, o marido tirano que trancava a mulher em casa antes de sair para os seus passeios, o pai desalmado que expulsava do lar sagrado a filha rebelde à leve suspeita de uma inocente “transa”. Em 50 anos a vida das mulheres transformou-se radicalmente a ponto de serem obrigadas, inclusive, a pagar pensão alimentícia.
A Amélia de Ataulfo morreu há muito tempo. Mas, convenhamos, meu caro leitor, as mulheres de hoje são muito mais instigantes, arrogantes e atraentes.
![]() |
Chiachiri Filho é historiador, criador e diretor por oito anos do Arquivo municipal e membro da Academia Francana de Letras |
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.
