Maria Luiza Salomão
O bom de escrever é também conhecer outras pessoas com paixões afins. Guimarães Rosa não gostava de ir a reuniões sociais porque queria ir embora logo... para escrever. Clarice Lispector escrevia “picado” e nada podia ser jogado fora: notas em guardanapos, pedaços de papel espalhados pela casa tinham que ser guardados, faxineiras eram instruídas. O escrito ficava fragmentado, até que Clarice reunia tudo e... nascia um livro.
O que faz alguém escrever? Um olhar, um viés, uma angústia sem nome, um não-sei-o quê, uma compulsão em uns, uma incursão num mundo paralelo, um convívio com seres que existem na imaginação de quem escreve, uma solidão povoada por muitos “eus”, um sentido missionário que parece uma perdição, uma devoção que não tem outra recompensa a não ser a de corporificar fora isso que o possui de dentro. Antenar histórias, ideias, sentimentos e sentidos e traduzir em romances, crônicas, ensaios, estórias, poemas.
Quando a literatura é boa, já dizia Goethe, pode ser lida e apreciada em qualquer idade. Literatura não tem fronteiras ideológicas, de gênero, de idade, de culturas e raças - veicula uma forma de plasmar uma realidade que alavanca o humano. Há um livro sobre Shakespeare, de Harold Bloom, com título sugestivo: A Construção do Humano. A sua tese do livro é de que o genial Shakespeare plasmou um sentido do humano que não existia antes dele. Oscar Wilde afirmou que não é a Arte que imita a Vida, mas sim a Vida que imita a Arte.
Clarice, considerada difícil de ler, pela forma original de escrever, já é leitura obrigatória em escolas, cai no vestibular. Seu livro A hora da estrela nos apresenta uma protagonista, contemporânea e, embora nordestina, universal, excluída da cultura, por ser/estar alienada de seus desejos, anseios, perspectivas. A autora dizia: “dizem que sou hermética, mas as crianças me compreendem.”
Vem aí um livro, uma seleta de textos de escritores francanos, intitulado Seleta XXI, editado pela Ribeirão Gráfica Editora, a ser lançado dia 4 de março. Três gêneros: Poesias, Crônicas, Contos.
Junto com o basquete, as inúmeras fábricas de calçados, Franca se destaca pelo número de Escritores. Há centenas, do passado e no presente, e tudo indica que tem gente chegando, porque a semeadura é fértil.
Quem puder ir ao lançamento vai conhecer um pouco da Franca apaixonada pelas Letras. Devemos agradecer à Sônia Machiavelli (dentre outros, citados em outras ocasiões) que se dedica, carinhosamente, a manter a chama permanente no jornal, esforço diário necessário para o círculo dos escritores ir se abrindo e ser conhecido. Muito amor e dedicação a manter a chama acesa da Paixão pelas Letras. Nossas Letras é espaço privilegiado!
E agora vem o Livro, objeto eterno, permanente, santuário de brasas sagradas, olímpicas, a semear calor e luz aos quatro ventos, Estrela-guia a anunciar o nascimento de diferentes messias e novos avatares...
O que faz alguém escrever? Um olhar, um viés, uma angústia sem nome, um não-sei-o quê, uma compulsão em uns, uma incursão num mundo paralelo, um convívio com seres que existem na imaginação de quem escreve, uma solidão povoada por muitos “eus”, um sentido missionário que parece uma perdição, uma devoção que não tem outra recompensa a não ser a de corporificar fora isso que o possui de dentro. Antenar histórias, ideias, sentimentos e sentidos e traduzir em romances, crônicas, ensaios, estórias, poemas.
Quando a literatura é boa, já dizia Goethe, pode ser lida e apreciada em qualquer idade. Literatura não tem fronteiras ideológicas, de gênero, de idade, de culturas e raças - veicula uma forma de plasmar uma realidade que alavanca o humano. Há um livro sobre Shakespeare, de Harold Bloom, com título sugestivo: A Construção do Humano. A sua tese do livro é de que o genial Shakespeare plasmou um sentido do humano que não existia antes dele. Oscar Wilde afirmou que não é a Arte que imita a Vida, mas sim a Vida que imita a Arte.
Clarice, considerada difícil de ler, pela forma original de escrever, já é leitura obrigatória em escolas, cai no vestibular. Seu livro A hora da estrela nos apresenta uma protagonista, contemporânea e, embora nordestina, universal, excluída da cultura, por ser/estar alienada de seus desejos, anseios, perspectivas. A autora dizia: “dizem que sou hermética, mas as crianças me compreendem.”
Vem aí um livro, uma seleta de textos de escritores francanos, intitulado Seleta XXI, editado pela Ribeirão Gráfica Editora, a ser lançado dia 4 de março. Três gêneros: Poesias, Crônicas, Contos.
Junto com o basquete, as inúmeras fábricas de calçados, Franca se destaca pelo número de Escritores. Há centenas, do passado e no presente, e tudo indica que tem gente chegando, porque a semeadura é fértil.
Quem puder ir ao lançamento vai conhecer um pouco da Franca apaixonada pelas Letras. Devemos agradecer à Sônia Machiavelli (dentre outros, citados em outras ocasiões) que se dedica, carinhosamente, a manter a chama permanente no jornal, esforço diário necessário para o círculo dos escritores ir se abrindo e ser conhecido. Muito amor e dedicação a manter a chama acesa da Paixão pelas Letras. Nossas Letras é espaço privilegiado!
E agora vem o Livro, objeto eterno, permanente, santuário de brasas sagradas, olímpicas, a semear calor e luz aos quatro ventos, Estrela-guia a anunciar o nascimento de diferentes messias e novos avatares...
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Maria Luiza Salomão é psicóloga, do Instituto da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, e membro da Academia Francana de Letras |
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