O inquérito que apura a morte da vendedora Kelly Mara Mehl, 24, ocorrido na madrugada do dia 14 de março, será prorrogado. O delegado Márcio Garcia Murari, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), aguarda laudos periciais do IC (Instituto de Criminalística). Como não chegaram, solicitou mais tempo para concluí-lo. Murari disse que o prazo original termina hoje e, portanto, vai encaminhar pedido de prorrogação à Justiça. "Tendo em vista não termos recebido os laudos do IC, se faz necessário pedir a prorrogação por mais 30 dias". Com isto continua sem explicação o mistério da Rua Arnaldo Teixeira Lemos, no Jardim Lima.
Os laudos que o delegado aguarda são os que foram realizados no apartamento de Kelly - o primeiro, ainda na madrugada, quando o corpo foi encontrado, e o segundo, no período da manhã. "Eles (os laudos) vão nos trazer à cena do crime e o que os peritos constataram", comentou Murari, que os classificou de vital importância para as investigações. "Os laudos poderão esclarecer o que aconteceu no interior do apartamento". O único laudo anexado ao inquérito é o necroscópico do IML (Instituto Médico Legal). O documento assinado pelo médico Marcos Vinícius constatou morte por asfixia mecânica e atestou o enforcamento de Kelly. Não diz com o quê foi esse enforcamento.
Nos primeiros trinta dias de investigações, a DIG ouviu dez pessoas, incluindo o irmão da vendedora. Ontem, três vizinhos de Kelly compareceram à delegacia para prestar esclarecimentos. Segundo Murari, todas as testemunhas detalharam o que souberam ou viram. "Estes depoimentos também são importantes e ajudam nas investigações". Murari espera concluir o caso nos próximos 30 dias. Ele adiantou que não deve divulgar nenhum detalhe até a conclusão final. "No momento em que dermos o caso por esclarecido, haverá uma manifestação oficial por parte da Polícia Civil de Franca", finalizou.
REUNIÃO HOJE
Os peritos Lenner e Hermes, do IC de Franca, que realizaram as duas perícias no apartamento onde residiam Kelly e seu irmão, apresentarão seus laudos em conjunto. Assim como a DIG, o prazo que eles têm para a conclusão do trabalho expira hoje. Os dois devem se reunir para definir se pedem a prorrogação ou entregam os laudos. "O rascunho está pronto", garantiu Lenner, que atendeu a reportagem do Comércio ontem à noite em sua casa, através do telefone. Ele alegou estar impedido de entrar em detalhes sobre o caso. Ele se reunirá hoje com seu colega para definir a estratégia a seguir.
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