Diário de bordo (V)


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Regina Helena Bastianini

Dizem que a costa a minha frente
Já não é a minha pátria.
Quem delimitou a minha pátria?
Cercou o meu ser?
Carimbou meu coração?

Aquela é, sim, a minha pátria
Minha pátria latina
Minha pátria terrena
Que se banha nas mesmas águas sagradas

Que me correm nas veias
E me fazem rio
Em seu destino inexorável
Feito de ânsia pelo leito soberano dos mares
De desejo de vento para acariciar todas as terras
De sede de luz para espelhar o céu
De fome de infinito para acolher todas as mortes
E guardar a Vida em todas as vidas.

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