Números positivos da economia em Franca


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O primeiro trimestre do ano foi generoso para Franca. Pelo menos no aspecto legal, onde o saldo positivo foi de 340 novas empresas abertas contra 253 no mesmo período de 2009. O bom resultado contempla o cálculo de 178 baixas realizadas no escritório regional da Jucesp (Junta Comercial do estado de São Paulo), num montante de 518 novos registros. A partir de análises feitas por duas das principais representantes do empresariado local - Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e Acif (Associação Comercial e Industrial de Franca) -, tanto a recente criação do MEI (Microempreendedor Individual) que oficializa os benefícios e deveres aos empresários informais, quanto a retomada do crescimento da indústria calçadista pós sobretaxa dos calçados chineses, foram as fontes geradoras das novas empresas. Venha de onde vier, o crescimento empresarial representa um plus ao otimismo francano que voltou a crescer nos últimos tempos.


Não existem dados oficiais a respeito das áreas preferidas para todo esse sangue novo, mas informações extra-oficiais apontam os ramos de comércio e prestação de serviços como os principais alavancadores dos números da Jucesp. Os índices divulgados pela Junta Comercial local mostram que a iniciativa é elemento presente no sangue francano e que o otimismo está definitivamente em alta por aqui. Após as derrocadas do mercado local provocadas pelas sucessivas ondas do mercado asiático e logo após o encerramento de um ano crítico para o mercado mundial, a reação positiva mostra que nem a rendição faz parte do perfil empresarial local nem o conformismo é mandatário das ações empreendedoras dos investidores de Franca. O francano mostra, a partir desses números, que está pronto para a briga e que, com o término de um ano rotulado pelo risco, está preparado para acreditar e investir no próprio trabalho e no mercado que o comporta.


Espera-se com isso a retomada do crescimento do mercado empregatício, da arrecadação direta do município - no médio prazo - e da prosperidade consequente nas empresas já existentes no município e na região. A movimentação de capital novo, ou mesmo dos investimentos estagnados pela cautela diante da crise de 2009, será capaz de fazer a região brilhar novamente no cenário nacional e as novas iniciativas abrirem espaços para futuros investimentos de grandes corporações. A lei de mercado é clara nesse ponto: num mercado em ascensão os interesses externos se tornam óbvios e o público consumidor é uma realidade a ser trabalhada. Reside a expectativa em que os novos investidores sejam incentivados pelos consumidores e que a cautela esteja presente nos movimentos dos novos empresários para que o nível seja mantido e não se repita o malfadado estigma de fechamentos de novas empresas a cada três anos, apregoada pelos economistas. Franca e seus moradores têm potencial e cacife para o crescimento. Ambos merecem mais qualidade e opções. Talvez essa seja uma ótima oportunidade para uma virada merecida no mercado local. Tomara que o terceiro trimentre que se inicia continue trazendo alvíssaras a este 2010.

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