As ações de Chico Xavier foram decisivas para popularizar a doutrina que explodiu no Brasil nos anos 70. De acordo com o Censo de 2000, existiam no Brasil cerca de 2,3 milhões de espíritas, fora os simpatizantes. Dez anos antes, em 1990, esse número era 40% menor.
Trata-se do maior País espírita do mundo, com cerca de 30 milhões de simpatizantes, segundo estimativas do Movimento Espírita Brasileiro. A expansão se deu principalmente entre as camadas mais letradas, justamente as que têm acesso aos livros de Chico, considerado o maior espírita desde Allan Kardec, tido como o “fundador” do espiritismo. Há quem diga, inclusive, que o mineiro teria sido a reencarnação de Kardec.
Mesmo tendo predominância de população católica, Franca, com seus seguidores da doutrina, é um dos maiores redutos espíritas do País, conforme dados de pesquisa “Mapa da Fé” da FGV (Fundação Getúlio Vargas) de 2009.
Os resultados indicam que o percentual de seguidores da doutrina na cidade é de 7% - quase 23 mil habitantes -, um dos 30 maiores do Brasil. Na região, a cidade só perde para Pedregulho, onde o índice chega a 15%. No Estado de São Paulo, Franca ocupa a oitava posição.
Há registrados na USE (União das Sociedades Espíritas) 75 centros espíritas em Franca. A maioria está na região do Complexo Aeroporto e Vila Nova.
Embora várias religiões falem na vida após a morte, somente o espiritismo se propõe a fazer a ponte com o além. Kardec, no entanto, não dizia falar com os espíritos. Ele transcreveu e sistematizou mensagens que teriam sido recebidas por outros médiuns. O resultado está em O Livro dos Espíritos, a base da doutrina, publicado em 1857, na França.
Kardec procurou de forma racional entender eventos tidos como sobrenaturais, já que o espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos espíritos e de suas relações com a vida física.
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