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Uma das principais datas das religiões cristãs do mundo, a Sexta-feira da Paixão marca o suplício e morte de Jesus Cristo, pelas ruas de Jerusalém e no monte Gólgota. Neste ano, a data se reveste de maior significado diante da situação delicada em que vive a Igreja Católica Apostólica Romana, o principal repositório da tradição e das palavras do Nazareno, cuja fundação remonta aos primeiros anos da era Cristã. Além das denúncias que vêm abalando a Igreja Católica e o herdeiro do trono de Pedro, o papa Bento XVI, aquela que já foi a maior vertente religiosa do Mundo ainda não encontrou uma saída para a profunda debandada de fiéis para outras religiões, principalmente as evangélicas chamadas neo-pentecostais. Enquanto o Vaticano vê-se numa situação muito constrangedora, com a multiplicação das denúncias de abusos sexuais e violência física contra crianças e adolescentes em diversas partes do mundo- o que levou o papa a pedir desculpas aos fiéis da Irlanda, onde a Igreja Católica vive uma profunda crise de credibilidade que começa a se espalhar pelo planeta -, em Franca a situação não é diferente: depoimentos recentes mostram que religiosos sabiam das denúncias contra o padre Dé (acusado de abusar de jovens que frequentavam sua casa) e pouco ou nada fizeram a respeito. As justificativas principais passam pela alegação de ‘não dei crédito’ ou pela postura de tentar resolver tudo internamente. Já passou da hora da Igreja Católica assumir esta verdadeira chaga que solapa a sua credibilidade, expiar a sua culpa e tentar uma verdadeira volta por cima, inclusive buscando tornar-se moderna e atraente à humanidade que hoje convive com notícias em tempo real por conta da Internet e computadores, além de avanços tecnológicos impensáveis há 50 anos. O caminho é a modernização e uma profunda reflexão sobre as normas que regem a religião como instituição. Embora de grande importância para milhões de fiéis espalhados por todo o globo terrestre neste terceiro milênio, a Igreja Católica ainda insiste em práticas fundadas há mais de dois mil anos atrás. Celibato dos padres e proibição da ordenação de mulheres são dois destes pontos que deveriam ser rediscutidos. Para muitos estudiosos, o primeiro deles poderia ter efeito positivo imediato sobre os reiterados escândalos envolvendo questões sexuais. E, para outros, o segundo deixaria a Igreja mais tolerante e acolhedora, pois enxergam neste impedimento resquícios de uma sociedade machista que não cabe mais nos novos tempos. A Igreja católica deve a seus fiéis um olhar crítico sobre si mesma, para não correr o risco de continuar perdendo seguidores |
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