Quando Jesus afirmou que 'por muito vos amardes, é que conhecerão que sois os meus discípulos', estabeleceu como única condição ao seu discipulato a Lei do Amor. Não falou em centros, templos, igrejas, assembléias. Disse, apenas, que é preciso vivenciar a Lei do Amor. Amor na sua mais alta expressão. Amor que é doação, total renúncia de si mesmo, em benefício de tudo e de todos. Ao longo de todas as épocas da humanidade, já que temos nos esquecido da vivência do amor, Ele - nosso único e verdadeiro Mestre -, tem enviado-nos mensageiros que, com seu exemplo, veem relembrar-nos da Lei do Amor. Por isso, vemos inúmeros mártires se sacrificando em favor da humanidade e na exemplificação da doutrina do Cristo, doando a própria vida se preciso for.
Só para citar alguns dos mais recentes, poderíamos nos referir ao Dr. Albert Schweitzer renunciando à vida de prazeres e comodidade de sua terra natal para se embrenhar no Gabão, África, e dedicar-se a populações paupérrimas daquelas regiões. Tudo em nome do Cristo. Lembremo-nos de Madre Thereza de Calcutá, que na Índia milenar foi o exemplo vivo do Cristo na Terra. Também, de nossa admirável baiana Irmã Dulce, com o seu maravilhoso trabalho junto às populações carentes de Salvador, Bahia. Sem dúvida, são luzeiros que se imolaram a benefício dos irmãos sofredores.
Hoje, 2 de abril, estaria completando 100 anos se encarnado estivesse o inolvidável médium Francisco Cândido Xavier, nascido em Pedro Leopoldo (MG).
Considerado em votação popular 'o Mineiro do Século', Chico tornou-se célebre pela mediunidade psicográfica, recebendo do além 418 livros de autoria de espíritos diversos. Em Uberaba (MG), para onde se mudou em 1959, realizou um imenso trabalho assistencial em benefício das populações carentes. Tendo doado os direitos autorais de todas as obras por ele recebidas, permitiu a ampliação do parque gráfico das editoras espíritas e patrocinou o surgimento de inúmeras entidades assistenciais.
Entretanto, tornou-se mais conhecido pelo imenso amor que exemplificava. Ao lado dele vivenciava-se o ambiente fraternal ensinado por Jesus. Perto dele, todos se sentiam bem, ricos e pobres, doutos e ignorantes, poderosos e humildes. E não só se sentiam bem. Eram sempre tratados com igualdade. Por isso, foi cognominado 'Chico, Amor, Xavier'. Justo reconhecimento a quem soube muito mais do que falar de amor, mas integralmente vivenciá-lo. Como a tantos outros, elevamos a Deus nossa prece de gratidão por este 'Centenário de Luz'.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais e diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca (IDEFRAN)
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