O caderno “Mais!” do jornal “Folha de São Paulo”, edição de 22 de Março de 2010, traz interessante reportagem sobre o médium João de Abadiânia. Situada às margens da rodovia Goiânia Brasília, Abadiânia é um pequeno município que se desenvolveu na atividade agro-pecuária e que se formou por latifúndios e pequenas propriedades. Não há qualquer atividade industrial empregadora. Ali, o médium desenvolve as suas atividades na Casa Dom Ignácio. A reportagem à qual nos referimos faz interessante relato sobre as atividades mediúnicas e curativas ali desenvolvidas, ressaltando que o médium não se diz profitente da Doutrina Espírita e que é mesmo um latifundiário. Alguém poderá perguntar: Mas, pode-se ser médium, sem ser espírita? Evidentemente, que sim! Ensina-nos o Espiritismo que, de certa forma, todos somos médiuns, não sendo necessária a adesão aos princípios espíritas para acontecer o fenômeno. Isso é o que difere “fenômeno mediúnico” de “fenômeno espírita”. O primeiro, pode-se dar com qualquer um, e de qualquer maneira. O espírita só acontece segundo postulados espíritas e sempre com objetivo do bem.
O jornal relata, ainda, uma cirurgia mediúnica com extração de um caroço no seio de uma senhora, na presença de todos os que participavam da reunião. Havia caravanas oriundas de varias regiões do Brasil e algumas pessoas do exterior, em busca de um lenitivo para os seus males.
Há de tudo nesses locais. Aproveitadores, oportunistas, crédulos, imediatistas, abnegados, comércio de lembranças, comércio de pequena expressão, etc. De nossa parte, por gentileza de amigos, visitamos certa feita a Casa Dom Ignácio. E vimos os fenômenos acontecerem, na presença de todos. O médium a todos recebeu com palavras de orientação e consolo. A alguns indicou remédios fitoterápicos. A outros, cirurgia. E, no próprio recinto, realizou algumas cirurgias das que foram indicadas. Uma senhorita, com um câncer no seio, teve o nódulo extraído com uma faca e vimos o caroço jogado no chão, na presença de todos.
Aí não pode haver fraude, porquanto todos assistiram, do começo ao fim, a realização do ato cirúrgico, realizado sem qualquer anestesia. Também, não houve sequelas. Vale dizer que a moça saiu andando do recinto. Neste caso, não é questão de fé, é de fato. E contra fatos, não há argumentos.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais e diretor do Idefran (Instituto de Divulgação Espírita de Franca)
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