Sobre votos, campanha e imprensa


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A menos de seis meses para as eleições gerais de outubro e a três meses do lançamento oficial das candidaturas, o brasileiro terá que se acostumar com o verdadeiro bate-boca dos pré-candidatos ao pleito. As discussões públicas - já que os órgãos de comunicação serão usados sistematicamente por todos os que pleiteiam um mandato neste 2010 - tornar-se-ão ainda mais comuns do que o visto nos últimos dias. E com um componente especial: a Internet, com suas redes sociais e o famoso microblog Twitter ( este já vem sendo utilizado amiúde pelo ex-governador José Serra, cuja candidatura à presidência deverá ser lançada neste final de semana, em Brasília).


No meio do turbilhão de opiniões e desmentidos, críticas e puxões de orelha de candidatos e seus correligionários, a imprensa já foi eleita (pelo menos pelos apoiadores da ex-ministra Dilma Rousseff) como um dos alvos. Embora vá depender dos meios de comunicação para divulgar suas idéias, a base aliada segue a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assestar sua mira contra jornais, rádio e TV - que o PT considera responsáveis por todos os problemas do governo e do País.


Do que os petistas e seguidores se esquecem é que Luiz Inácio Lula da Silva só está na Presidência da República por causa da imprensa, que destaca a sua atuação desde a década de 70 na direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. Depois, passou à militância política, criou o Partido dos Trabalhadores e elegeu-se deputado. Não se tem notícia de que a imprensa tenha escondido fatos positivos da participação do presidente Lula na vida política do País. Fatos positivos e negativos sempre foram noticiados, comentados e esmiuçados, da mesma forma como acontece com qualquer personalidade da vida brasileira.


Tivesse a imprensa a importância e a predisposição em diminuir Lula, como o PT e seus aliados tentam fazer crer, dificilmente o ex-metalúrgico estaria na posição atual, porque não bastam obras, programas sociais e simpatia para conseguir a aprovação recorde que o presidente ostenta. O jornalismo imparcial e democrático, praticado pela maioria dos órgãos de comunicação, permite que os brasileiros conheçam o Brasil e as pessoas que fazem esta Nação crescer e progredir. Em país onde vigora a liberdade de expressão, a midia expõe a realidade, faz a crítica da vida social e política, projeta sonhos possíveis,esboça os sinais de mudança perceptíveis, interroga o público sobre suas vontades, convida à opinião. A imprensa, particularmente, informa, comenta e esclarece. E sempre será assim. Quem pensa diferente, desdenha da inteligência do povo brasileiro.

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