Padre Dé deve depor segunda-feira na delegacia


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A delegada Graciela de Lourdes David Ambrósio da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) confirmou para a próxima segunda-feira o depoimento do padre José Afonso Dé, 74, no inquérito em que o religioso é suspeito de abusar de quatro adolescentes com idades entre 12 e 17 anos. A denúncia foi apresentada no último dia 24 à polícia pelo Conselho Tutelar e caiu como uma bomba na comunidade católica de Franca.


Os jovens prestaram depoimento à delegada no inquérito aberto para apurar o crime denominado estupro de vulnerável. Eles relataram que os encontros aconteciam às quintas-feiras à tarde após a missa quando eram convidados a tomar café com o padre. Nestas visitas, segundo os meninos, é que os abusos aconteciam. “Ele passava a mão na gente quando a gente cumprimentava ele e depois quando a gente se sentava. Ele inventou uma brincadeira que chamava ‘pirulito’, chegava na gente e pegava, apertava nosso órgão genital”, contou um dos garotos de 14 anos.


Além deles, outros sete rapazes foram ouvidos e novas denúncias de outras épocas surgiram.


Seis padres de paróquias diferentes foram citados pelas vítimas durante seus testemunhos e convocados pela delegada a prestar depoimento. Todos afirmaram que conheciam as denúncias de estupro contra padre Dé.
Dois dias depois do Comércio publicar as denúncias, o bispo da Diocese de Franca, Dom Pedro Luiz Stringhini, afastou o religioso de suas funções até que sejam apuradas e esclarecidas todas as denúncias. Ele não pode celebrar missas, batizados nem casamentos.


O religioso da paróquia São Vicente de Paulo, no Jardim Tropical, estava viajando para Minas Gerais onde passou 12 dias e, ao retornar, afirmou ser inocente. Por conta das investigações, o vigário não pode deixar a diocese de Franca e hoje está hospedado na casa de amigos.

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