Frio chega e, em dois dias, já aquece vendas


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MAIS FRIO - Imagem de arquivo mostra morador de rua se aquecendo contra o frio no prédio da Estação. Tempo frio deve continuar nos próximos dias
MAIS FRIO - Imagem de arquivo mostra morador de rua se aquecendo contra o frio no prédio da Estação. Tempo frio deve continuar nos próximos dias

Bastaram dois dias de baixas temperaturas para que o francano fosse às compras. Os itens mais procurados são agasalhos e cobertores, o que tem aquecido o comércio. “Estamos vendendo em média um edredom ou cobertor a cada dois minutos, algumas opções já começam a faltar”, disse o gerente administrativo das Lojas Montreal, Mateus Ricardo Silva. Só na primeira semana de abril as vendas na loja aumentaram 35% se comparado ao mesmo período do ano passado.


Cobertores e edredons antialérgicos também estão em alta. Na Casa São Paulo Presentes, as vendas desses itens subiram 50%. O proprietário, Fernando Rachedi Jorge, antecipou o estoque de inverno desde o início do ano, investiu em produtos especializados e está satisfeito com o movimento. “Tem clientes que nesse período sofrem com as alergias, por isso preferem os produtos que têm um tecido especial, uma qualidade melhor e que podem ser encontrados a um preço acessível”.


DE SURPRESA
Quem também está confiante nas vendas deste outono com cara de inverno é vendedora Vera Lúcia Bonfim da Silva, do Magazine Luiza do centro da cidade. “Não pára de chegar gente, estávamos programados para esse aumento só no fim do mês. Como o frio pegou todo mundo de surpresa, espero bater minha meta de vendas ainda na primeira quinzena”.


E não é só cobertores e edredons que estão fazendo a alegria dos vendedores, as lojas que vendem agasalhos como jaquetas, moletons, abrigos e calças também comemoram a chegada antecipada do frio. “Quarta-feira vendemos mil peças em um único dia. Todas são para usar no frio. O estoque de todo o mês já está acabando”, disse Daniela Ribeiro Magalhães, gerente administrativa da Loja Torra Torra.


Outro fator que colaborou com o aumento nas vendas, segundo os comerciantes, foi a data do pagamento das pessoas que trabalham nas indústrias da cidade. “Com dinheiro no bolso, fica difícil passar em frente a uma loja e não levar uma blusa ou jaqueta quando estamos com frio”.

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