Desde o início das investigações sobre o caso, no dia 24 de março, 21 pessoas foram ouvidas pela delegada. O grupo inclui os meninos entre 13 e 17 anos que acusam o padre de pedofilia; adultos que teriam sido vítimas do padre Dé anos atrás e religiosos. Os depoimentos de ontem começaram às 15 horas e terminaram às 18h30. O primeiro a prestar declarações à Graciela Ambrósio, antes dos três padres, foi o bispo Dom Pedro Stringhini. Ele conversou por mais de uma hora com a delegada e, em seguida, concedeu entrevista ao Comércio e reiterou que soube das denúncias pela imprensa. “Tudo aconteceu muito rapidamente após minha posse e no decorrer da minha doença (infarto). Assim que soube, afastei o padre Dé de suas funções para aguardar as investigações”.
Dom Pedro preferiu não comentar as acusações. “Tem de aguardar o desfecho da investigação. Neste momento não sou eu, não é a Diocese, não é a igreja que vai emitir opinião, é, ainda, o inquérito policial e a Justiça”. Como os demais padres, Dom Pedro estava acompanhado dos advogados Acir de Matos e Tarcisa Cruz.
A delegada da DDM, Graciela Ambrósio, pretende ouvir padre José Afonso Dé até o fim da próxima semana. O setor de investigação da delegacia deve finalizar levantamentos nos próximos dias para que o depoimento do religioso seja agendado. “Vamos terminar de organizar alguns detalhes que precisamos finalizar o mais rápido possível e vamos convocar o padre Dé”, disse Graciela.
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