Depois de dez anos, moradores do Sinsaúde comemoram pavimentação


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MUDANÇA - Nos próximos dias as ruas que ainda são de terra receberão guias e sarjetas. Asfalto irá melhorar a vida de 70 famílias
MUDANÇA - Nos próximos dias as ruas que ainda são de terra receberão guias e sarjetas. Asfalto irá melhorar a vida de 70 famílias

Depois de dez anos de espera, os moradores do Residencial Sinsaúde finalmente vão deixar a poeira e a lama. As equipes da Emdef (Empresa para o Desenvolvimento de Franca) começaram nesta semana a trabalhar na limpeza e terraplenagem do local para a pavimentação completa do bairro. Nos próximos dias, as ruas receberão guias e sarjetas. A expectativa é de que, até o fim deste mês, o serviço esteja concluído.


O Residencial Sinsaúde tem cerca de 70 residências. A conquista do asfalto não foi fácil. Há quatro anos, os moradores se uniram e organizaram um abaixo-assinado pedindo o asfaltamento, reafirmando no documento a intenção de arcar com as despesas da pavimentação. O documento foi enviado à Emdef e à Prefeitura, mas só no ano passado houve um retorno efetivo. “Eles vieram aqui e logo nos primeiros meses nós já aderimos para realizar a pavimentação”, disse César Rodrigo da Silva, ajudante de motorista, morador que pagará 24 parcelas de R$ 89 pelo asfaltamento.


Depois de mais de 70% de adesão, os moradores ainda tiveram que esperar a instalação do sistema de galerias pluviais e o saneamento urbanístico nas ruas do bairro pelo loteador. “Eles davam a desculpa de que a chuva estava atrapalhando. Agora até que enfim começou”, disse Maurício Matos, segurança e morador há dez anos no bairro.


Há pouco dias da chegada do asfalto, deixar de conviver com a poeira, a proliferação de insetos e a lama tem sido uma das esperanças da família da dona de casa Elaine Alves César, moradora há 8 anos do Sinsaúde. “Eu tenho criança em casa e só queremos um ambiente um pouco melhor. Que venham logo essas melhorias”, disse ela, que pagou R$ 1,4 mil pelo asfalto.


Além do asfalto, os moradores ainda pedem mais segurança, transporte e UBS. “O orelhão só colocaram porque eu pedi para colocar. O ponto mais próximo de ônibus é só no bairro Santa Efigênia, 200 metros daqui. Gostaríamos de uma unidade de saúde mais próxima e que o transporte passasse por aqui”, disse Elaine.

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