Todo aluno que for tirar carta de motorista para dirigir carro e moto a partir de maio pagará mais caro pela habilitação. Uma nova lei federal, sancionada em março deste ano, passa a vigorar no mês que vem e exige que os candidatos tenham aulas práticas de direção à noite, o que promete onerar o valor final da CNH. As autoescolas terão de gastar mais com horas extras dos instrutores e o novo turno para atender toda demanda de candidatos no período noturno.
O presidente da Associação das Autoescolas de Franca, José Prado Souza, também dono de uma autoescola, estima aumentos entre 10% e 12%, mas proprietários do ramo falam em até 20% de reajuste. Se atingir esse índice, as CNHs nas categorias de carro e moto passarão a custar R$ 1200. O preço médio atual cobrado na cidade é R$ 1 mil. Por mês, são emitidas em Franca 500 novas cartas de carro e moto.
Os proprietários das autoescolas alegam que ainda não foram comunicados oficialmente sobre as mudanças e não têm detalhes de como a nova lei funcionará na prática, o que dificulta calcular o preço real a partir de maio. O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) é que definirá a carga horária mínima de aulas noturnas. “Ainda não fomos comunicados pelo Detran (Departamento de Trânsito) se as aulas noturnas serão uma porcentagem das 20 horas aulas exigidas atualmente pela lei ou adicionais. Se forem a mais, o preço final da CNH encarecerá mais”, disse José Souza.
A assessoria do Contran, em Brasília, informou que a carga horária das aulas noturnas ainda não está definida.
Donos de autoescolas estimam que o valor da hora aula subirá de R$ 25 para R$ 30 com as novas regras. “Como o aluno é obrigado a fazer 20 aulas, terá de pagar R$ 100 a mais”, disse Walter Tomé, dono Autoescola São Cristovão.
No Centro de Formação de Condutores Imperador, ainda não está definido como será o atendimento no período da noite. “Usamos um sistema de biometria, em que o instrutor e o aluno têm de passar as digitais antes e no final das aulas e esse sistema permite aulas até, no máximo, as 20 horas. Terá de ser alterado para podermos trabalhar à noite”, disse o diretor do local João Carlos Mattos, que tem sete instrutores no quadro de funcionários. Os profissionais ganham um salário base de R$ 700 mais comissão.
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