Para promotor, limitações equilibram a disputa


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O promotor eleitoral Paulo César Corrêa Borges disse que o endurecimento nas regras das campanhas decorre de experiências práticas de eleições anteriores e do número de condenações por abuso de poder econômico. “Esta é uma necessidade na medida em que ainda não temos uma definição se vamos adotar o financiamento público ou privado. Sendo mantido o privado, como é o caso, as pessoas que têm mais recursos acabam desequilibrando a disputa. Por isto, a Justiça Eleitoral restringiu a campanha para evitar abusos”.


Paulo Borges acredita que as limitações na campanha eleitoral proporcionam uma igualdade de condições aos candidatos, afastando os abusos econômicos. Por outro lado, concorda que os ocupantes de cargos públicos acabam levando vantagem. “Esse é um ciclo vicioso. Existem medidas proibindo o uso da máquina administrativa, mas, em razão do trabalho que fazem, ficam mais expostos, o que repercute positiva ou negativamente contra eles. Os ocupantes de cargos estão, obviamente, dentro de uma perspectiva mais favorável do que aqueles que nunca se elegeram”.

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