Ressuscitou! Aleluia!


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É o grande brado de alegria que a Igreja já cantou na noite passada durante a Vigília Pascal. Hoje celebramos o “dia sem fim” e a certeza de que as trevas passaram e nunca mais terão poder sobre nós.

 

A Ressurreição de Cristo no trouxe duas certezas: a eternidade existe para nós e um dia também ressuscitaremos. As leituras proclamadas nas missas do Domingo de Páscoa são belas páginas da Sagrada Escritura que iluminam nossa vida cristã. A 1ª leitura é dos Atos dos Apóstolos, capítulo 10. O tema é: “comemos e bebemos com ele depois que ressuscitou dos mortos.


A frase acima, que resume o sentido da primeira leitura é, antes de tudo, um convite para tomarmos consciência da verdade fundamental da nossa fé: a ressurreição de Cristo. Pedro, falando em nome dos outros apóstolos, dá testemunho da presença de Jesus ressuscitado entre eles. Seu argumento se baseia em fatos concretos: Deus... permitiu que aparecesse... a nós, que comemos e bebemos com ele (Jesus), depois ressuscitou.


Embora não tenhamos estado lá nem visto e ouvido Jesus fisicamente como seus discípulos, podemos, todavia, mostrar que também somos testemunhas da ressurreição de Cristo. De que modo? Saindo da morte para a vida. Abandonando as obras da morte: os ódios, os rancores, as invejas e dizendo “não” à violência, às vinganças, ao egoísmo, enfim.


A segunda leitura é um trecho do capítulo 3 da Carta de Paulo aos Colossenses. O apóstolo adverte “esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo”. Na tarefa de testemunhar Cristo ressuscitado nunca podemos perder de vista nosso ponto de partida, tomado em nosso batismo: ver em todos os irmãos o próprio Cristo. Principalmente por trás dos rostos cheios de dor e miséria, vislumbraremos a face de Cristo sofredor. Em todas as pessoas, veremos a dignidade de filhos de Deus, respeitando nelas sua imagem. Somente a fé nos levará a acreditar nesta verdade que é fundamental em nosso relacionamento com o próximo. Aspiremos à visão celeste e não nos detenhamos na terrestre.


O evangelho é um trecho do capítulo 20, escrito por São João. A expectativa se torna realidade: Ele ressuscitou dos mortos! Tanto os discípulos como as discípulas de Jesus sabiam que ele devia ressuscitar dos mortos (Jesus os prevenira disso, várias vezes). Mas somente estas últimas se levantaram e foram ao encontro do Mestre.


Alguma coisa tinha de ser feita. Ficar esperando em casa com medo dos judeus não ia resolver nada. Saíram e foram premiadas com a força de Jesus.


Quantas vezes nossa vida está diante de problemas! Como procedemos? Ficamos de braços cruzados em casa, lamentando-nos e esperando que a solução venha à nossa casa? Não. Mas na prática nos deixamos levar por essa falsa idéia.


Se um negociante verificar que suas vendas caíram, não vai atrás de estratégias de mercado para recuperar seus clientes? Não adiantará nada ficar chorando porque a receita diminui; sua necessidade de pagar as contas no final do mês ativará sua criatividade. Não é mesmo?


Também nós devemos nos deixar contagiar pelo espírito da ressurreição, cuja força vem de Jesus, e sair a campo para endireitar o que esteja torto. Com otimismo procuremos soluções junto com os outros, em casa, na paróquia, no trabalho, diante de situações de morte (fome, sede, nudez, desemprego, moradia) e criemos um clima de ressurreição, de positividade. Como fizeram as mulheres do evangelho de hoje.

 

DOMINGO DE PÁSCOA
Hoje celebraremos missas nos seguintes horários: 7, 9, 10h30, 17 e e 19 horas. Mas a festa da Páscoa começa mais cedo, com a Procissão da Ressurreição às 5h30. Participe e leve sua família.


PÁSCOA: RESSURREIÇÃO
Qual o significado do termo “ressuscitar”? A palavra “ressuscitar” vem do latim e significa “despertar”, “reanimar”, “fazer viver”.


QUANDO VAMOS RESSUSCITAR?
Ressuscitaremos no final dos tempos, que não sabemos quando será. Muitos tentaram prever esse dia e todos erraram. O próprio Jesus disse que somente o Pai sabe quando isso se dará. Daí que não devemos acreditar naqueles que afirmam que receberam uma “revelação” de Nossa Senhora ou seja de quem for, de que o fim se dará nesta ou naquela data. Essas previsões são contrárias ao Evangelho: se Jesus disse que só o Pai sabe, como é que Maria saberia? As previsões humanas a respeito do fim do mundo e da segunda e gloriosa vinda de Cristo são fruto ou do desequilíbrio, ou do charlatanismo (enganação, mentira), ou de um simples palpite. Em outras palavras, nada que deva ser levado a sério.


1ª MISSA NA CATEDRAL
Amanhã, segunda-feira, às 19h30, o Pe. Leonaldo Benetti celebrará uma de suas primeiras missas em nossa Catedral. Pe. Leonaldo foi ordenado no mês de março e quando seminarista ajudou nos finais de semana, em nossa Catedral. Vamos participar!

 

José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br

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