João Baldoíno Neto


| Tempo de leitura: 2 min

Neste mês de abril completa um ano do passamento do grande amigo e irmão João Baldoíno Neto, o Jony como era conhecido em nossa Franca.


Nasceu na vizinha cidade de Ibiraci, tendo mudado para Franca ainda com tenra idade. Casou-se com Sueli, a tia Su como é até hoje conhecida nos meios educacionais da nossa cidade, esposa dedicada e amorosa com esteve com ele até seu derradeiro instante.


Faleceu precocemente. Coisas do coração. Na verdade e infelizmente um infarto fulminante levou-o prematuramente.
Durante a sua trajetória em nosso planeta, João Baldoíno revelou sempre e incondicionalmente uma especial vocação em servir ao próximo.


Foi durante muitos anos destacado e dedicado funcionário do Grupo Amazonas, além de professor da Uni-Facef. Ao se aposentar, ao invés de vestir o pijama e recolher-se, foi à luta e fundou com alguns amigos a ONG 'Porta do Mundo', com claros objetivos caritativos.


Esposo, pai, sogro e avô amoroso, destacava-se em todas as suas iniciativas, pois não media esforços para ser útil ao próximo, revelando, ao longo de sua vida, uma generosidade e um desprendimento que fizeram dele um líder natural.


Além da família e dos amigos, tinha uma paixão explícita pelo Botafogo do Rio de Janeiro, time que aprendeu a gostar na infância, ainda em sua terra natal. Segundo ele, as rádios com melhor recepção naquela cidade mineira eram as cariocas, especialmente a Rádio Globo e a Super Rádio Tupi. O Botafogo daquela época contava com time de respeito, pois tinha Garrincha, Didi, Nilton Santos e Zagalo, dentre outros.


Todos os seus amigos e admiradores sentiram, e muito, sua inesperada passagem para o Oriente Eterno, porém, na mesma medida, todos mantêm grandes lembranças dele.


Lembro, com saudade, das nossas viagens de recreio onde ele demonstrava entusiasmo, bom humor e principalmente uma permanente e constante vontade de servir a todos.


Nos encontros periódicos da turma, duas exigências dele eram infalíveis. A primeira era para que minha esposa Simone cantasse sua música hino Porta do Mundo de autoria de Peão Carreiro e Zé Paulo. A outra era para que eu declamasse a poesia Orgulhosa.


Penso, ao contrário do poeta, que em verdade a vida é a arte do desencontro, embora haja encontros esporádicos pela vida.


Portanto, amigo Jony, tenha a certeza plena e absoluta que você está fazendo muita falta a todos nós.

 

Setímio Salerno Miguel
Advogado empresarial e professor da Faculdade de Direito de Franca

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários