Servidores recuam e apresentam nova proposta para Prefeitura


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NA JUSTIÇA - O prefeito de Batatais, José Luís Romagnoli, conseguiu uma liminar proibindo que os grevistas impeçam os funcionários que não estão de greve de trabalhar
NA JUSTIÇA - O prefeito de Batatais, José Luís Romagnoli, conseguiu uma liminar proibindo que os grevistas impeçam os funcionários que não estão de greve de trabalhar

Depois de três dias de greve por reajuste salarial, os servidores públicos de Batatais começam a recuar. Após uma assembleia realizada na manhã de ontem, o Sindicato dos Servidores Municipais encaminhou uma contraposta aprovada pela categoria para o prefeito José Luís Romagnoli (PTB). Na nova proposta, os funcionários pedem um aumento de 5% retroativo ao mês de janeiro e vale-alimentação de R$ 130, independente do rendimento.


Na primeira proposta apresentada, a categoria pedia 10% de reajuste e vale-alimentação de R$ 200. Romagnoli ofereceu 2% em maio e 3% em agosto e vale-alimentação que varia de R$ 95 a R$ 115, dependendo do valor do salário. O prefeito e o chefe de gabinete, José Paulo Fernandes, ainda estavam em viagem a Brasília no dia de ontem e não analisaram os novos pedidos. “O que tínhamos oferecido é o que a prefeitura pode pagar, mesmo assim teremos que cortar investimentos. A nossa intenção é sempre oferecer mais, só que o orçamento não permite”, disse Romangoli, via assessoria.


Sem conseguir conversar com o prefeito, os servidores permaneceram durante todo o dia de ontem concentrados em frente ao almoxarifado. “Mais de 400 pessoas estão mobilizadas no movimento e vamos continuar em greve até fechar um acordo com a administração. Queremos dialogar”, diretor financeiro do Sindicato dos Servidores, Ronaldo Camargo.


Com a greve, a coleta de lixo deixou de ser feita em toda a cidade já que todos os lixeiros aderiram ao movimento. Para resolver o problema temporariamente, a Prefeitura contratou uma empresa que está fazendo a coleta em toda a cidade. Segundo a assessoria da administração o setor de saúde está funcionando normalmente. “Mesmo com a greve mantemos os serviços essenciais até mais de 30% conforme manda a lei”, Ronaldo Camargo.


Para o chefe de gabinete, a greve é um embate político. “Isso ficou claro durante a assembléia dos servidores quando membros de partidos políticos ocuparam o carro de som”.

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