O secretário municipal de Saúde, Alexandre Ferreira, e o coordenador clínico da Santa Casa, Marcelo de Paula, se encontraram na Câmara ontem. Foram dar explicações aos vereadores sobre as 19 mortes de recém-nascidos por infecção hospitalar. Não trouxeram fatos novos ao caso.
Na abertura do que se esperava ser um debate esclarecedor, o presidente da Câmara, Joaquim Pereira Ribeiro (PSB), apaziguador por natureza, sinalizou o rumo que o encontro teria. “Tenho certeza de que todas as providências foram tomadas e que o surto foi controlado”. Era tudo o que os representantes da Santa Casa queriam ouvir.
Os vereadores da bancada de oposição questionaram o secretário de Saúde se o fato de o município ter repassado o controle da gestão para o Estado causou prejuízo ao atendimento. Alexandre Ferreira disse que a Prefeitura era contra e que foi obrigada a aceitar por pressão da própria Santa Casa.
A pergunta mais objetiva ficou sem resposta. O pastor Otávio (PTB) perguntou se as 19 mortes ocorreram por falha na prevenção e se o problema poderá se repetir. Marcelo de Paula enrolou e disse apenas que a bactéria está controlada e que novas mortes não foram registradas. Ferreira disse que é impossível zerar as ocorrências, mas que esforços são feitos para que fiquem dentro de um padrão aceitável.
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