Os servidores públicos de Batatais entraram ontem no segundo dia de greve. A categoria decidiu, em assembleia realizada às 7 horas, pela continuação da paralisação depois que se criou um impasse entre o Sindicato dos Servidores Municipais, que pede um aumento de 10%, e a Prefeitura, que oferece 2% em maio e 3% em agosto. Os funcionários querem ainda que o vale-alimentação passe para R$ 200, independente do valor do salário. A administração oferece aumentar de R$ 40 para R$ 65 para quem tem rendimento superior a R$ 2 mil e, de R$ 95 para R$ 115, para quem tem salário de até R$ 2 mil.
O balanço divulgado na tarde de ontem pelo sindicato revela que 450 pessoas, de 1,2 mil funcionários, participaram da assembleia e não estão trabalhando. A maior adesão está nos setores de obras e educação. “Estamos trabalhando agora com o pessoal da saúde para aumentar o número de adesões”, disse o diretor financeiro do sindicato, Ronaldo Camargo.
Por conta da greve, na segunda-feira cerca de 60 pessoas que fazem tratamento em Ribeirão Preto deixaram de ser transportadas porque os dois ônibus foram impedidos de deixar a garagem. Ontem, o transporte foi liberado pelos grevistas.
Com a greve, o lixo deixou de ser coletado na segunda-feira em toda a cidade. “A Prefeitura contratou uma empresa da própria cidade para fazer a coleta. A coleta só voltará a ser feita pelos servidores do município quando a greve acabar”, disse Camargo.
A informação não foi confirmada pela administração já que o prefeito José Luís Romangoli (PTB) e o chefe de gabinete, José Paulo Fernandes, viajaram ontem para Brasília (DF) e ninguém na Prefeitura falou sobre a greve.
Uma nova assembleia deve ser realizada na manhã desta quarta-feira na cidade para analisar o movimento e decidir se a greve continua.
LIMINAR
À noite, a Prefeitura confirmou ter obtido na Justiça do Trabalho uma liminar que garante o acesso às repartições e aos equipamentos públicos aos funcionários que não aderiram à greve. O documento proíbe o Sindicato dos Servidores de lacrar a entrada de qualquer prédio, provocar constrangimento a funcionários e utilizar aparelhos de som a uma distância mínima de 100 metros dos prédios públicos. Violada a ordem, o Sindicato terá de pagar multa diária de R$ 5 mil.
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