Quadro das eleições começa a tomar forma


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O panorama eleitoral no Estado começa a se delinear. Nomes já conhecidos devem concorrer ao lado de alguns novatos que pela primeira vez buscam a aprovação das urnas para um mandato. Os dois principais postulantes, já sobejamente conhecidos do eleitor do Estado, são o tucano Geraldo Alckmin e o petista Aloizio Mercadante, que teve a certeza da indicação do seu partido depois que o senador Eduardo Suplicy resolveu abandonar a disputa para a manutenção da unidade partidária.


Alckmin, ex-governador do Estado e ex-candidato à Presidência da República, já tem até o seu candidato a vice: Guilherme Afif Domingos, que teve uma boa performance nas eleições de 2006 para o Senado. Além disso, para o Senado deve ser indicado pelo partido (que já tem PPS e parte do PMDB no apoio) o secretário Aloysio Nunes Ferreira e um peemedebista (que deve ser Orestes Quércia), cumprindo um acordo firmado na eleição de José Serra para o governo do Estado.


Já Mercadante (o PT, em São Paulo, descarta assim a possibilidade de ter Ciro Gomes candidato à sucessão de José Serra), que deve ter como vice um membro do PDT ou PTB no no Estado, completa sua chapa com a ex-prefeita e ex-ministra Marta Suplicy candidata a uma cadeira ao Senado. Netinho de Paula (cantor de pagode, apresentador de TV e vereador pelo PC do B, aliado histórico do PT) deve ocupar a outra vaga.


Enquanto o PV ainda não definiu o candidato (o ex-deputado Fábio Feldmann e o ex-prefeito de Guarulhos surgem como os nomes mais fortes para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes), o PSB vive a situação mais complicada: Ciro Gomes transferiu o domicílio eleitoral para São Paulo mas insiste em disputar a Presidência da República - coisa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não quer, pois as pesquisas indicam que ele tira votos da candidata oficial, a ministra Dilma Rousseff. Porém, a cúpula do partido no Estado não tem se deixado levar pelas decisões de Brasília e já trabalha com dois nomes praticamente certos para o governo e para o Senado: respectivamente, Paulo Skaff (presidente da Fiesp e debutante na política) e o vereador paulistano Gabriel Chalita (que já foi secretário da Educação do governo de Geraldo Alckmin). Ciro corre o risco de ter de se contentar com uma vaga para a Câmara dos Deputados.


Além destes nomes, vários outros se movimentam para lançar-se numa campanha já perdida, mas que pode lhes dar a visibilidade que buscam para tentar empreitadas menores nos próximos pleitos, como o quase folclórico Levy Fidelix (PRTB), eterno candidato com o seu aerotrem. As cartas estão sendo lançadas e vão movimentar bastante a campanha, que começa extra oficialmente já no início de abril, embora a lei determine seu início (com a propaganda no rádio e na TV) apenas em agosto.

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