Servidores entram em greve e cobram reajuste salarial


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PROPOSTA - O prefeito de Batatais, José Luís Romagnoli, oferece reajuste de 2% aos servidores e aumento do vale alimentação
PROPOSTA - O prefeito de Batatais, José Luís Romagnoli, oferece reajuste de 2% aos servidores e aumento do vale alimentação

Um impasse entre a Prefeitura de Batatais e o Sindicato dos Servidores Municipais pelo reajuste salarial da categoria levou à paralisação de parte dos serviços públicos da cidade durante todo o dia de ontem. A greve foi arquitetada pelo Sindicato depois que o prefeito José Luís Romagnoli (PTB) encaminhou para a Câmara de Vereadores o projeto de lei que prevê reajuste de 2% no salário dos funcionários e aumento de R$ 10 no vale alimentação. A categoria não concordou com o percentual e decretou a greve. Um levantamento feito pela administração calcula que pouco mais de 200 servidores, de seus 1.200, aderiram ao movimento. O Sindicato não divulgou o balanço nem informou quanto exatamente quer de reajuste.


O setor mais afetado pelo movimento grevista foi o de transporte. Os quatro caminhões que fazem a coleta de lixo na cidade permaneceram na garagem durante todo o dia e deixaram de retirar 46 mil quilos de lixo das ruas (leia mais no apoio). Todos os veículos do Setor de Obras e dois ônibus que transportam diariamente cerca de 60 pacientes para Ribeirão Preto também ficaram estacionados. “Quem foi trabalhar ficou impedido de entrar porque o pessoal do sindicato não deixou ninguém passar pelo portão”, disse o chefe de gabinete, José Paulo Fernandes. Já o serviço de ambulâncias foi mantido normalmente, assim como o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde.


Funcionários da educação também aderiram ao movimento grevista. Para a coordenadora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, Rosângela Marinelli, 40% dos 320 funcionários não foram trabalhar ontem. A maior adesão foi no período da tarde. “As escolas e creches permaneceram abertas, mesmo com a redução dos funcionários. Por conta da greve, muitos pais levaram os filhos de volta para casa”. Em uma escola não teve aula.


ASSEMBLEIA
No fim da tarde de ontem, o prefeito se reuniu com os representantes do Sindicato dos Servidores. O chefe de gabinete disse que a administração propôs um reajuste de 2% já no próximo mês e mais 3% em agosto. Além disso, se aprovado, o vale alimentação passará de R$ 40 para R$ 65 para quem tem rendimento superior a R$ 2 mil e, de R$ 95 para R$ 115, para quem tem salário de até R$ 2 mil. A proposta será discutida em assembleia entre os funcionários marcada para as 7 horas de hoje. O fim da greve dependerá da aceitação dos funcionários.

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