Diocese defende transparência e apuração do caso


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PALAVRA OFICIAL - Dom Pedro Luiz Stringhini garantiu quarta-feira em entrevista ao Comércio da Franca que a Diocese não irá obstruir, dificultar ou impedir a busca da verdade. Caso continua sendo investigado pela delegada da DDM de Franca
PALAVRA OFICIAL - Dom Pedro Luiz Stringhini garantiu quarta-feira em entrevista ao Comércio da Franca que a Diocese não irá obstruir, dificultar ou impedir a busca da verdade. Caso continua sendo investigado pela delegada da DDM de Franca

A Diocese de Franca, em nota oficial enviada à imprensa ontem, disse que deseja a transparência e apuração completa dos fatos e reconhece "o direito das pessoas (pais, cidadãos francanos, fiéis da Igreja Católica), nos parâmetros da objetividade e imparcialidade, de conhecer os fatos e, com tranquilidade, procurar entendê-los". No texto, assinado por sua assessoria jurídica, a Diocese afirma que "não pode ser conivente com eventuais fragilidades apresentadas por algum de seus ministros, e, por isso, respeitando a disciplina da Igreja, jamais pactuará com abusos ou crimes de seus membros, especialmente dos ministros ordenados". Embora evidencie que não tem conhecimento do inquérito que a polícia teria instaurado para apurar o caso, a nota reforça o que havia dito pelo bispo diocesano Dom Pedro Luiz Stringhini com exclusividade ao Comércio na quarta-feira: "a diocese tomará conhecimento das denúncias com toda serenidade e todas as providências que se fizerem necessárias da competência da Igreja, amparada no Direito Canônico e nas normas disciplinares da Igreja Católica, serão tomadas". Ao final da nota, cuja íntegra está publicada na página B-4 desta edição, a Diocese garante que "não irá obstruir, dificultar ou impedir a busca da verdade".


A reportagem procurou manter contato com Dom Pedro Luiz ontem para detalhar o posicionamento da Diocese a respeito do caso e, também, sobre a situação do padre Dé, mas ele não foi encontrado durante a noite no Seminário Diocesano Nossa Senhora do Patrocínio, onde mora. A informação dada por dois seminaristas era a de que ele estava em uma celebração e não tinha horário para retornar.
Mais cedo, o advogado do padre Dé, Eduardo Caleiro, disse, em entrevista gravada na sede do GCN Comunicação, que seu cliente estava em outra cidade (Canápolis, em Minas Gerais). O advogado disse que havia tido uma rápida conversa com padre Dé por telefone e que ele negou as acusações.

"Conversei com ele por uns dez minutos pelo telefone e ele está bastante abalado, já sabendo da notícia, e alegou inocência", disse o advogado, que garantiu que padre Dé retornaria a Franca ainda na noite de ontem. É esperado que hoje o religioso dê sua versão dos fatos à imprensa.


Pároco da Igreja de São Vicente de Paulo (onde padre Dé está há 18 anos), padre Idair Perina teve seu nome mencionado pelos jovens ouvidos pelo Comércio como sendo conhecedor do alegado comportamento inapropriado de padre Dé. À rádio Difusora, ontem pela manhã, padre Idair disse que não tinha conhecimento das denúncias. "É coisa nova, a gente não está por dentro. Prefiro que o advogado fale".


Indagado por mais de uma vez se foi procurado pelos adolescentes e informado das denúncias contra o padre Dé, o sacerdote se esquivou . "Tem que ver como foram colocadas as coisas...Não tive conhecimento, mas vamos esperar que tudo seja esclarecido".


Durante a tarde, ao ser procurado novamente na paróquia, o padre se negou a atender a reportagem e disse que somente o advogado falaria sobre o caso. Questionado mais uma vez se tinha sido informado sobre as denúncias, ficou em silêncio e saiu de carro, alegando ter um compromisso.

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