Liberdade para que? O jornalista Arnaldo Jabor, atribui esse trocadilho a Lênin, ao comentar sobre o “Projeto” e as pretensões do atual governo em, por exemplo, transformar o Brasil em Venezuela e/ou Cuba. Ele afirma que o Plano Nacional de Direitos Humanos é bonito por fora e soviético por dentro.
Para entendermos onde é que esse “governo” quer chegar, é preciso que se conheça como é que funciona uma mente revolucionária. Essa fala é do Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, o qual fundamenta-se nos livros e na experiência de um ex-comunista, o filósofo Olavo de Carvalho.
De acordo com esses estudiosos uma mente revolucionária sabe e conhece antecipadamente todas as respostas para todas as questões. Essas mentes “sabem” o que é o mundo como é que o mundo deve ser. Não suportam a liberdade e desconfiam da sociedade por supor que através da retórica, erística, sofística, diga-se, do “discurso vazio”, o qual imprimem através dos meios de comunicação não poderão convencer a todos.
É preciso que haja controle e que comece pela infância. Exatamente como aconteceu na Alemanha, o atual Governo pretende formatar a mente das crianças através de cartilhas que serão distribuídas na rede púbica para ensinar as crianças a pensarem exatamente de acordo com os interesses do Partido.
É fácil conquistar o apoio das massas através de falsas promessas embutidas em discursos enganadores. O que os move e os impulsionam com tanta voracidade fica oculto aos olhos e aos sentidos da população.
A mentira é a arma principal. Por exemplo, em entrevista ao “Programa do Jô”, o jurista Ives Gandra Martins afirmou que consultou os autores do PNDH III (Plano Nacional de Direitos Humanos III), e questionou se a sociedade havia sido consultada acerca desse projeto. A resposta que obteve foi a de que 14 mil pessoas em diversas instituições espalhadas pelo país foram consultadas. Acontece que ele mesmo foi ao encontro dessas supostas pessoas consultadas e nenhuma delas confirmou a tal “consulta”.
Ainda que fosse verdade que essa consulta tivesse existido, esse Plano não seria legítimo. Somos quase 200 milhões de pessoas nesse país e só para eleger um Deputado Federal em São Paulo é preciso que o candidato consiga cerca de 100 mil votos. Como é que querem implantar um novo Regime no país, diga-se, o Comunismo, com um número desses? Querem implantar um socialismo que não é apenas nacional, mas global, com um sistema de vigilância sobre o indivíduo do berço ao túmulo.
Atente para o direito de propriedade. Atualmente, se uma propriedade for invadida quem vai reconhecer o esbulho e determinar a reintegração de posse é o Poder Judiciário. Se esse Plano entrar em vigor, quem vai determinar se a propriedade será devolvida ou não ao proprietário é a “sociedade civil organizada” (o termo “civil” é para atacar as Forças Armadas), formada por “Eles”, que decidirão se a propriedade está sendo subutilizada ou não.
Se todo esse golpe contra a Democracia puder ser encontrado e constatado nos regimes de Stalin, Hitler, Fidel, Mao ou Chávez, não é mera coincidência.
Nadir Ap. Cabral Bernardino
Professora
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