Dos três meninos que prestaram depoimento ontem à polícia, dois disseram ao Comércio que os encontros aconteceram uma vez por semana, durante os meses de janeiro e fevereiro deste ano. Segundo eles, nesse período, sempre às quintas-feiras, após a missa, quatro rapazes eram convidados por para tomar um café da tarde na residência de padre Dé.
O convite era feito por um religioso que trabalha com ele, mas que não participava das reuniões. Nos encontros, padre Dé e um outro religioso de fora de Franca que estava em visita à cidade, assediavam os jovens. "Além de nós quatro e dele (padre Dé), tinha mais esse padre. Ele ficava junto com a gente, mas não fazia nada, só o padre Dé. Mas, ele sabia de tudo porque, às vezes, a gente estava sentado entre os dois enquanto o padre Dé passava as mãos nas nossas pernas e órgãos genitais". Todos os envolvidos negam ter mantido relações sexuais com o padre, restringindo-se apenas a um contato íntimo impróprio.
O depoimento do garoto coincide com uma informação contida no site oficial da Diocese de Franca (www.diocesedefranca.com.br). A página registra o dia e horário da missa citada pelos rapazes: quinta-feira, às 15 horas.
Do lado de fora da DDM, a mãe de um dos meninos revelou estar ao mesmo tempo decepcionada e aliviada com a denúncia. "Meu filho vai a igreja desde os 8 anos. Fez catequese (primeira comunhão) e crisma. Foi coroinha e acólito. Isso nunca tinha acontecido. Começou agora, e com o padre Dé! Mas, ainda bem que a denúncia aconteceu antes que houvesse relações sexuais", disse ela.
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