As obras do tão sonhado asfalto no Jardim Cambuí, na zona norte de Franca, estão entravadas. Pelo menos três empecilhos têm impedido a Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca) de dar largada ao processo que colocará fim a um problema que persiste há mais de dez anos. Dos 1551 lotes existentes no bairro, a empresa só tem a adesão de 38% dos proprietários. Para começar o asfaltamento, é necessária, segundo a Emdef, a aprovação mínima de pelo menos 70%.
Se não bastasse a baixa adesão, provocada na maioria das vezes pela falta de crédito, os funcionários da Emdef estão com dificuldade de localizar os proprietários dos lotes. “Estamos com um plantão no bairro e outros dois funcionários que circulam de moto procurando essas pessoas na cidade”, disse João Marcos Rodrigues, presidente da empresa, que será responsável pelo serviço. Um dos motivos apontados seria a desatualização do cadastro (troca de endereço sem aviso à empresa).
Implica também no início dos trabalhos a não conclusão do projeto do loteamento. Falta ao loteador fazer a construção de galerias e dissipadores que farão a ligação até a Rodovia Cândido Portinari, às margens do bairro.
Os esforços para o asfaltamento do Cambuí, segundo a Emdef, começaram em junho de 2008. Desde então, os moradores do bairro têm sido procurados para fazer o pré contrato de compra do serviço orçado em R$ 3,5 milhões. Desse total, a Prefeitura de Franca ficará responsável por R$ 1,1 milhão referente as avenidas, áreas institucionais (escolas, praças, creches) e áreas de preservação permanente.
Para cada 160 metros quadrados, a Emdef cobrará dos proprietários dos lotes R$ 1530. A forma de pagamento, segundo a empresa, poderá ser negociada com a financeira. “Por parte da Prefeitura, a vontade e o entusiasmo do prefeito para a realização do asfalto é grande. Ele tem nos cobrado isso e compartilhado do sofrimento dos moradores. Temos alguns pré contratos assinado, resta agora termos mais adesões e a conclusão do loteamento”, disse o presidente da Emdef.
Moradora do bairro, a dona de casa Alexandra Venceslau Campos, 35, aguarda ansiosa a realização da pavimentação e diz já ter feito a sua adesão. “Para mim, é muito ruim. Quando não é o barro, tem a poeira que não deixa a casa limpa e agrava os problemas de saúde do meu filho”, disse.
Ainda segundo João Marcos Rodrigues, a ideia é começar as obras de asfaltamento ainda neste ano.
O LOTEADOR
O presidente da Associação Comunitária Nosso Teto, Brivaldo Araújo, responsável pelo loteamento do Jardim Cambuí, foi procurado na tarde de ontem para falar da previsão de conclusão das obras no bairro. Araújo disse que se reuniu com a Emdef para acertar detalhes, mas só poderá atender a imprensa amanhã. “Me espere até sexta-feira, que atendo vocês e passo todas as informações”.
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