JOVENS...


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...perversos e sem limites. Onde foi que as famílias perderam as rédeas? Muito infelizmente, uma geração que confunde violência com brincadeira e não tem noção de valores humanitários. Grave! Afinal, o mais torpe e o mais sublime da natureza humana coexistem dentro de cada um de nós. Os sentimentos mais primários (ódio, inveja) convivem com os mais elevados (solidariedade, lealdade, compaixão). Cabe à família e à escola ajudar a criança a transformar os impulsos em comportamentos aceitáveis. E os atos desmentem as palavras. Tipo: pais querendo filhos responsáveis, mas permitem que eles vivam sob uma prática cotidiana que transforma a bagunça e a sujeira de seus quartos em limpeza e ordem (como se a mudança fosse obra de magia, e não resultado do esforço de um ser humano). Muitos pais confundem violência com capacidade de liderança: o filho rebelde “sabe o que quer”, “tem personalidade”... Alguns pais esquecem que a frustração é parte da vida. Crianças que não sabem lidar com a frustração tendem a transformar-se em adolescentes insatisfeitos, que não suportam o adiamento das satisfações. Péssimo! É na adolescência que se instala a capacidade de raciocínio lógico, é o melhor momento para o compromisso com valores como a tolerância pelo diferente, o amor à justiça, o sentimento de solidariedade e compaixão. Educar os filhos? Certeza: a complacência, a preguiça e a covardia não são boas conselheiras. Bom dia!

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