...da prorrogação da CPMF até 2011 repetem à exaustão principalmente dois argumentos: o de que a União não pode prescindir dos recursos provenientes dessa contribuição compulsória e de que “pobre não tem conta em banco”, portanto, não é atingido pelo confisco. Os fatos, porém, invalidam a argumentação: primeiro, embora a CPMF tenha o apelido de “imposto do cheque”, ela não penaliza os brasileiros exclusivamente em suas transações bancárias: como todo tributo, seu custo é transferido para a sociedade embutido em tudo o que se consome, do arroz-feijão até o pãozinho-nosso-de-cada-dia. Pior: o impacto no bolso do cidadão é maior para aqueles que ganham menos. Estudos mostram que uma família com renda mensal de R$ 1 mil tem de trabalhar sete dias por ano só para pagar a CPMF. O que não parece passar pela cabeça do governo federal é a possibilidade de mexer no outro lado da equação, a redução das despesas. Nossa carga tributária, que no ano passado chegava a 34,5% do PIB, neste ano vai para 36%. Nos EUA, a participação é de 26,8%, nos países do G-7 é de 34,7% e no México, de 19%. Sensatos, torcemos todos nós para que a Câmara e Senado acabem com essa contribuição injusta. Bom dia!
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