...achava lindo o seu nome, achava que tinha um quê de azul, assim como o da bandeira do Brasil, aquele azul de céu estrelado. Celeste tinha orgulho de ser brasileira. Ainda era menina quando assistiu ao 1º Concurso de Miss Brasil, em Petrópolis, no Hotel Quitandinha, em 1954. É. Ao vivo! Ela estava lá. Nesse dia ela viu a estrela de Martha Rocha brilhar. Mulher inesquecível aquela baiana. Conquistou o mundo. Desde então, os concursos de Miss foram a principal diversão de Celeste, ano após ano. Por mais que procurasse, Celeste não achava espetáculo que fosse mais encantador. Nenhuma disputa era mais saborosa! Celeste viu de tudo nesses desfiles. Viu o Brasil parar, como em final de Copa do Mundo! Viu glória, esforço, conquistas e desilusões. Viu a vitória inesperada e esmagadora. Viu a derrota, injusta e amarga... Assim também eu. Foram histórias de mulheres descobertas ao acaso. História de gêmeas tão idênticas e perfeitas, que confundiam o júri. Celeste (e eu também) viu as que tristemente nunca chegaram lá. Viu as que largaram a coroa para levar uma vida comum. Mas... essas mulheres não são pessoas comuns. Cada Miss, nesses mais de 50 anos, cada uma é uma mulher, no mínimo, excepcional. Mais que rainhas da beleza, todas as misses são mulheres que com determinação e esforço engrandeceram a nossa história e marcaram nossos corações. São Mulheres a quem todas as Celestes e cada um de nós só podemos agradecer...
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