...série do ensino médio, no auge da adolescência, ainda lutando com as espinhas do rosto, o jovem precisa decidir o que vai ser quando crescer. Alguns poucos sabem desde sempre. Nasceram com a tal da vocação, uma espécie de voz interior, um dom para realizar algo com muita facilidade e com qualidade. Mas é raro. A maioria não tem muita idéia do que fazer. Olha em volta em busca de alguma identificação (o amigo que está fazendo engenharia, o pai que é um advogado bem-sucedido, o economista que foi dar palestra), embaralha-se em dúvidas e pena para descobrir seu talento. Para completar a angústia, são hoje mais de 150 cursos à disposição! A cada ano surgem novas e enigmáticas profissões para assustar os pais e aumentar a indecisão dos filhos. Ao contrário do que se imagina, porém, essa insegurança é um sintoma saudável e produtivo. As exigências não são poucas: descobrir uma profissão de que goste, que dê dinheiro, que tenha um mercado de trabalho promissor e que, se possível, corresponda às expectativas dos pais... Quem se sente muito perdido pode começar eliminando o que não gosta. O ser humano se adapta a qualquer profissão, mas é importante que opte por aquela em que possa exercer suas melhores características. Nada de escolher o curso baseando-se apenas nas possibilidades de emprego. O mercado é dinâmico. O que hoje dá dinheiro pode não ser mais tão lucrativo daqui a cinco anos. E um bom profissional faz o seu mercado. O sucesso depende mais da atitude da pessoa do que da profissão. É importante que o jovem escolha uma profissão compatível com sua personalidade e gosto. Bom dia!
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