...suas lágrimas para si. É o testemunho de George Estabon, aos 79 anos: “Até o meu derrame, ninguém jamais me vira chorar. Mesmo quando Ethel morreu, eu não verti uma lágrima. Eu era orgulhoso demais. Foi assim que fui criado: contraia os lábios. Mantenha seus sentimentos para si. Ethel sempre dizia: ‘George, você segura demais as coisas’. Eu nunca deixei sair nada. Mas, cinco anos depois, meu derrame fez isso por mim. E ali estava eu, semiparalisado, balbuciando e soluçando como um bebê. Acho que devo ter derramado 70 anos de lágrimas de uma só vez. Por mais terrível que tenha sido, foi um alívio tremendo. Minha filha diz que estou agindo como o pai que ela sempre quis ter. Eu estou vivenciando a emoção. (George acabou, enfim, permitindo que a perda de suas inibições o impulsionasse para uma nova fase da vida). Bom dia!
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