Cegos aprendem computação e até pintura


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Há poucos dias visitei, na companhia do amigo Everton Lima, a Sociedade dos Cegos, já que alguns internos queriam nos conhecer. Muitos deles trabalham na cartonagem, confeccionando caixas para indústrias, garantindo o seu salário e sendo preparados para a vida lá fora. Outros já estão na informática, usando um computador adaptado que responde no viva-voz aos comandos do teclado. Isso para resumir tudo o que vimos e que nos impressionou naquela casa, que atende a dezenas de deficientes visuais, enquanto sete deles moram no local. O que mais nos chamou a atenção foi saber da técnica de pintura que está sendo ensinada pelo artista plástico Beto Monteiro. Os cegos distinguem cada cor por um cheiro característico. Exemplo: o limão sugere a cor verde; o cheiro da laranja a cor amarela; o morango é a cor vermelha e assim por diante. Dessa forma, eles já podem colorir os objetos e até pintar algum quadro. Falar nisso, a Sociedade dos Cegos de Franca vai reiniciar uma campanha de colaboradores mensais. Colabore! Mas não confunda: é a Sociedade dos Cegos de FRANCA.

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